Arquivos Mensais: novembro \28\UTC 2010

Como trabalhar textos informativos ?

Esse trabalho requer paciência e planejamento, o que se espera não é estudar apenas o conteúdo, mas sim desenvolver o comportamento leitor em textos informativos dos alunos de quarta série do ensino fundamental .
O conteúdo a ser trabalhado é o seguinte:
§  Comportamento leitor para textos informativos
§  Leitura com antecipação do que vem depois validando ou desconsiderando
§  Selecionar as informações do texto
§  Compartilhar leitura com professor e colegas
§  Utilização de leitura cuidadosa e pausada adequada para o estudo
§  Confrontação entre interpretações buscando pistas no contexto
§  Relacionamento entre as ideias expressadas em várias partes do texto
§  Avançar a despeito da dificuldade
§  Buscar pistas sobre significado das palavras no contexto ou relacionando com o que já conhece.
§  Registrar para poder entender
§  Voltar a ler o texto mais rapidamente pulando o que não interessa para buscar alguma informação específica
Leitura de texto
Distribuir o texto digitado  pela professora e pedir para cada aluno fazer a leitura silenciosa.
Terminada a leitura a professora perguntará para a classe: Que tipo de texto é esse? Trata de que assunto?
Espera-se nessa etapa que os alunos demonstrem seus conhecimentos prévios sobre esse gênero de texto e antecipem suas hipóteses sobre o que ele está comunicando.
Buscar informações no texto, grifar e listar.
Em seguida a professora fará a leitura, compartilhada do mesmo texto e propõe que os alunos façam em dupla um levantamento dos tópicos que eles considerem mais importante, grifem e registrem no caderno três tópicos. Pedirá que cada dupla leia em voz alta  um tópico grifado  que deverá ser registrado na lousa em uma listagem cujo propósito é orientar o aluno a uma leitura cuidadosa voltada a buscar nos fragmentos anteriores do texto o entendimento do que esta lendo, confrontar com o colega sua interpretação, e selecionar o que achou mais importante e justificar sua escolha, negociando a pertinência de sua opinião. Essas mesmas estratégias estarão em jogo no coletivo, quando da listagem na lousa dos tópicos das outras duplas.
A professora explicará para as crianças que essa listagem vai ser um registro do levantamento dos tópicos mais importantes que eles encontraram no texto e será usado como um dos recursos que vai ajudar na elaboração de uma ficha técnica mais tarde.
Checar informações
Será feita mais uma leitura do texto pela professora, dessa vez interrompendo em cada parágrafo até conseguir abarcar todas as informações que a classe considerar que completa os tópicos e para assegurar que todos foram contemplados.
OBS: Usar textos informativos sobre o Continente Africano.
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Lago Victoria

Localiza-se na parte meridional da África, compondo também o chamado Complexo ou Sistema Great Rift Valley.
 O Lago Victoria é o maior dentre todos os lagos africanos. É o segundo Lago mais comprido do mundo. É o lago tropical maior do mundo.    
Sua extensão atinge 3 países: parte setentrional com a Uganda, parte meridional com a Tanzânia e o setor nordeste com o Quênia.    
Existem inúmeras cidades costeiras que circundam o Lago Victoria, tais como: Kisumu (Kenya), Entebe e Jinja (Uganda), Bukoba, Muwanza e Musoma (Tanzania).    
A área de superfície do Lago Victoria corresponde a 69481 Km². O Lago tem aproximadamente 400 km de comprimento e 240 km de largura.    
Sua profundidade máxima atinge 84 metros e a média, 40 metros, aproximadamente.    
Seu volume corresponde a 2750 Km³.    
Possui uma linha costeira medindo 3440 Km.
A altitude do Lago, em relação ao nível do mar, é de aproximadamente 1134 metros.    
O Lago Victoria possui um litoral irregular, com reentrâncias, possuindo muitas ilhas, tais como Ukerewe, Sesse, Ukara, Kome, Lolui and Mfanganu.
O Lago Victoria formou-se por meio de abalos sísmicos e vulcânicos que provocaram bruscas deslocações e decorrentes fendas na crosta da terra.

Lago Tanganyika

O Lago Tanganyika, localizado na parte meridional da África, também compõe o chamado Complexo ou Sistema Great Rift Valley.    
O Lago atinge os países da Tanzânia (à leste), Zaire (à oeste), Zâmbia (ao sul) e Burundi (à nordeste).    
Está a uma altitude aproximada de 700 metros acima do nível do mar.
O Lago Tanganyika é destacado por sua extraordinária extensão, de norte a sul, correspondente a mais ou menos 680 Km. Sendo o mais comprido do mundo.    
O tamanho de sua linha costeira é de 1900 Km.
É o 7° Lago mais largo no mundo, tendo em média 72 km de largura.    
É o 2° maior Lago da África, sendo o Lago Victoria o primeiro.    
Possui uma área de superfície aproximada de 33000 Km².
É o segundo Lago mais profundo do mundo, depois do Lago Baikal na Rússia, e o primeiro mais profundo da África, alcançando uma profundidade máxima correspondente a 1470 metros e uma média correspondente a 572 metros.
Tem 17800 Km³ de volume. 1/6 da água doce da Terra encontra-se somente nesse Lago.    
Sua origem é muito antiga entre 7 a 12 milhões de anos, competindo apenas com o Lago Baikal na Rússia

A Geografia do Continente Africano

A África é um grande continente, com pouco mais de 30 milhões de quilômetros quadrados. É cercado pelo oceano Atlântico no oeste e Índico no leste, também é banhada pelos mares Mediterrâneo no norte e o mar Vermelho no nordeste.
É o único continente do mundo cortado por três importantes paralelos, o Equador e os trópicos de Câncer e de Capricórnio, apresentando grande diversidade climática e botânica. Seu extenso litoral, com mais de 27 mil quilômetros, é muito regular, com poucos recortes e ilhas.
A base geológica do relevo africano é muito antiga, o que explica as pequenas altitudes, é um dos mais baixos continentes do mundo, com uma altitude média de cerca de 350 metros. Predominam os planaltos. A hidrografia do continente é pobre, devido à presença de extensas áreas com climas áridos e semi-áridos. Destacam-se poucos rios de grandes extensões, dentre eles o Nilo é o mais importante, há numerosos rios temporários nas regiões áridas.
O clima do continente é bem diversificado e é determinado principalmente pelas baixas altitudes e pela predominância de baixas latitudes, as médias térmicas mantêm-se elevadas durante todo o ano, exceto nos extremos norte e sul, e nos picos das mais elevadas montanhas. Algumas correntes marítimas interferem no clima das áreas litorâneas.
Costuma-se dizer que a vegetação africana é um espelho do clima, já que as paisagens organizam-se e distribuem-se pelo espaço geográfico de forma muito parecida com os tipos climáticos. Partindo do Equador, encontramos a floresta equatorial, que ocupa a parte central do continente, é uma formação densa e diversificada, sempre verde, semelhante à Amazônia brasileira. Em seguida, vêm as savanas, compostas por arbustos e árvores de pequeno porte, as estepes ficam entre savanas e os desertos, são constituídas essencialmente por gramíneas e arbustos ressecados. Nos desertos, pode haver oásis onde se desenvolvem palmáceas, arbustos e gramíneas, e por último nos extremos do continente, há maquis e garrigues, são formadas por plantas xerófilas, gramíneas e arbustos.

Releitura das máscaras Africanas pelos alunos

Imagens de Máscaras Africanas

Arte da África

A arte africana representa os usos e costumes das tribos africanas. O objeto de arte é funcional e expressam muita sensibilidade. Nas pinturas, assim como nas esculturas, a presença da figura humana identifica a preocupação com os valores étnicos, morais e religiosos. A escultura foi uma forma de arte muito utilizada pelos artistas africanos usando-se o ouro,bronze e marfim como matéria prima. Representando um disfarce para a incorporação dos espíritos e a possibilidade de adquirir forças mágicas, as máscaras têm um significado místico e importante na arte africana sendo usadas nos rituais e funerais . As máscaras são confeccionadas em barro, marfim, metais, mas o material mais utilizado é a madeira. Para estabelecer a purificação e a ligação com a entidade sagrada, são modeladas em segredo na selva.Visitando os museus da Europa Ocidental é possível conhecer o maior acervo da arte antiga africana no mundo.

Trabalhando com máscaras africanas

Com a minha turma fiz um breve relato sobre as máscaras e suas funções na sociedade. O enfoque maior foi para as máscaras africanas.
Discutimos sobre as máscaras no teatro, no Carnaval e nas tribos africanas, identificando funções diversificadas.
Abordamos a questão da máscara na Arte africana e observamos vários estilos diferentes.
As crianças fizeram várias pesquisas e trouxeram para a classe para a socialização.
A partir de todas as pesquisas a crianças começaram a fazer leituras pessoais sobre as máscaras africanas através de desenhos. Foram criando baseadas nos estilos pesquisados.
A seguir começaram a confeccionar as máscaras desenhadas em papel micro-ondulado colorido, usando acessórios como penas, metais e enfeites.
Para o  produto final, foram criados barners com as máscaras confeccionadas.

As Máscaras Africanas

A função dos rituais nas sociedades
Os rituais são elementos fundamentais da cultura humana. Aparecem em absolutamente todas as sociedades da terra. Em algumas, seus integrantes, por vezes, não se dão conta de sua participação nos rituais (como a nossa sociedade ocidental). Em outras, todos os atos diários e cotidianos estão ligados aos aspectos religiosos e ritualísticos.
Os rituais são caracterizados por um conjunto de procedimentos práticos cuja função é marcar determinado acontecimento ou materializar o sagrado. Podem estar também ligados à evocação de eventos mitológicos por meio de uma liturgia. Aos condutores dos ritos normalmente lhes são atribuídos poder e prestígio.

O uso das máscaras

A utilização de máscaras em cerimoniais é prática comum há milhares de anos. As máscaras são de fundamental importância nos rituais, sejam de iniciação, de passagem, ou de evocação de entidades espirituais. As máscaras apresentam-se, também, como elementos de afirmação étnica, expondo características particulares de cada grupo. Assim, existe uma enorme diversidade de formas, modelos, técnicas de confecção e aplicações.

Normalmente, a máscara é apenas um dos elementos utilizados nas cerimônias e rituais, havendo a combinação com outras manifestações, como dança, música e instrumentos musicais. Aparece ainda o uso de máscaras associado a objetos de cunho animatista, como amuletos. As máscaras são empregadas, basicamente, em eventos sociais e religiosos.

Na África, o artífice, antes de começar a esculpir uma máscara, passa por um processo de purificação, com reza aos espíritos ancestrais e às forças divinas. Tal prática faria com que a força divina fosse transferida para a máscara durante o processo de manufatura.

Por Rodrigo Aguiar
(Caminhos Ancestrais)

Bonecos Afros

Bibliografia – Krokô e a Galinhola

Krokô e a galinhola
Um conto africano por Maté
Autor: Maté
Editora: Brinque Book
Assunto: Literatura Infantil

SINOPSE
O dia acaba de amanhecer, e Galinhola já está ciscando à beira do rio Luvironza. Ela nem percebe que Krokô, um grande crocodilo esfomeado, está prestes a dar o bote. Será que Galinhola consegue escapar?

Bibliografia – Os caçadores de mel

Os caçadores de mel
Autor: Francesca Martim
Tradutor: Ana Maria Machado
Editora: Moderna
Assunto: Literatura infantil

SINOPSE
Conto tradicional africano, de um tempo em que todos os animais selvagens eram muito amigos. E todos gostavam muito de mel. Um dia seguiram o passarinho guia-mel que conhecia os melhores lugares onde se encontrava aquela doçura. Esta história mostra como os bichos, que nunca haviam discutido antes, começaram a brigar; e o papel do homem nessa cadeia ecológica.

Alguns relatos de alunos sobre os bonecos afros:

  • Luiz 4ª série.
   “Quando cheguei na minha escola encontrei meus amigos e comecei a conversar, quando bateu o sinal subimos no palco e cantamos a música do Lobisomem.”
   “Entramos na sala e a professora leu os relatos dos bonecos, depois ela fez o sorteio e o Akin ficou comigo, fizemos atividades de Matemática e atividades de Ciências, bateu o sinal e fomos embora.”
   “Quando cheguei em casa todos viram o Akin de novo, fomos almoçar e assistir TV. Logo após fomos ao shopping, voltei as 18:00 h e teve a festa de aniversário da minha bisavó. Quando acabou a festa fui para o meu quarto e li o livro para o Akin: “Os caçadores de mel”, dormimos.
   “Foi muito legal ficar com o Akin, pena que foi só um dia.”
  • Tamires 4ª série:
   “Quando chegue na escola os meninos tinham subido no palco para cantar a música do Lobisomem.
    Entramos na sala e a professora sorteou os bonecos e saiu o nº 30, fui buscar.
    No recreio eu brinquei com as minhas amigas, quando fui embora dei tchau para elas.
    Chegando em casa minha mãe falou:
    – A Kiara de novo!
    – Sim, mãe.
    Quando minha irmã chegou, ela ficou muito feliz de ver a Kiara de novo.
    Eu, a minha irmã e a Kiara assistimos Avatar, quando fui tomar banho, a Kiara ficou assistindo a nova temporada do “Jonas”.
    Depois do banho fui brincar com a Kiara, fomos ao parque, voltamos as 16:32 h.
    Eu e a Kiara fomos brincar com minha cachorrinha que se chama Nina.
    Antes de dormir li a história para a Kiara: Krokô e a Galinhola”.
    Beijos Kiara, obrigada pela sua presença!
  • A sala possui dois bonecos: a Kiara e o Akin, as meninas levam a boneca e os meninos o boneco.
  • Todo dia é lido o relatório que volta com as crianças.

Boneco Afro na classe

Um  trabalho muito bom para quebrar a barreira do preconceito racial é trabalhar com bonecos afros na sala de aula.
Esse trabalho é desenvolvido da seguinte forma:
·         Primeiro confecciona-se um boneco afro com a turma ou compre-se um. Existem bonecos de pano afros muito bonitos para comprar.
·         Junto com a turma escolher uma nacionalidade africana e um nome típico desse país para o boneco.
·         Usar um caderno de capa dura universitário para servir de diário do boneco, colocar no caderno o nome do boneco,nacionalidade, turma e professora.
·         Cada dia da semana um aluno leva o boneco para casa juntamente com o caderno e um livro infantil que aborde o tema África. Deve-se combinar com a classe a forma de sorteio do boneco.
·         A criança leva o boneco e terá que escrever no caderno um relato de como foi esse dia em casa com o boneco.
·         Pedir para a criança ler o livro antes de dormir ao boneco.
·         No dia seguinte a professora recolhe o boneco e o caderno e lê o relato da criança para a classe, nesse momento deve-se trabalhar o gênero textual: relato.
·         Sorteia-se novamente o boneco.
Espera-se com esse trabalho valorizar as diferenças raciais. Fazer com que as crianças afro -brasileiras se identifiquem com o boneco, sentindo-se valorizadas e as crianças brancas respeitem as diferenças raciais.

Tabela comparativa dos deuses da mitologia

Tabela Comparativa: Deuses Greco-Romanos e Africanos
Nome Romano
Nome Grego
 Nome Africano
Autoridade
Júpiter
Zeus
Oxalá
Deidade Principal
Netuno
Possêidon
Olokun
Mar, Água
Marte
Ares
Ogum
Guerra
Apolo
Apolo
Ifá
Sol, Profecia
Vulcano
Hefesto
Ogum
Trabalho do Metal
Mercúrio
Hermes
Comunicação, Comércio
Juno
Hera
Yemanjá
Rainha dos Deuses
Minerva
Atena
Ciência, Habilidades Manuais
Vênus
Afrodite
Oxum
Amor
Vesta
Héstia
Xangô
Fogo
Ceres
Deméter
Oko
Agricultura

Mitologia Africana

A mitologia africana, mais tarde tornou-se mitologia afro-brasileira. A mais conhecida é de Yoruba, onde se encontra a gênese de religiões como a Santeria, Cantimbó, Omulukó, Candomblé ( e suas vertentes), Umbanda ( e suas vertentes), Quimbanda e muitas mais… O que a todas é comum é o culto pelos orixás, oque diverge entre elas é a maneira de fazer esse culto. Aqui estão, alguns dos seus orixás: * Exu, Orixá- guardião dos templos, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos. * Ogum, Orixá do ferro, guerra, e tecnologia. * Oxóssi, Orixá da caça e da fartura. * Logunedé, Orixá jovem da caça e da pesca * Xangô, Orixá do fogo e trovão, protetor da justiça. * Xapanã (Obaluaiyê/Omolu), Orixá das doenças epidérmicas e pragas. * Oxumarê, Orixá da chuva e do arco-íris. * Ossaim, Orixá das ervas medicinais e seus segredos curativos. * Oyá ou Iansã, Orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestade, e do Rio Niger * Oxum, Orixá feminino dos rios, do ouro e amor. * Iemanjá ou Yemanjá, Orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade, mãe de todos os Orixás de origem yorubana. * Nanã, Orixá feminino dos pântanos e da morte, mãe de Obaluaiyê, Iroko, Oxumarê e Ewá, orixás de origem daomeana. * Yewá, Orixá feminino do Rio Yewa, senhora da vidência, a virgem caçadora. * Obá, Orixá feminino do Rio Oba, uma das esposas de Xangô juntamente com Oxum e Iansã. * Axabó, Orixá feminino da família de Xangô * Ibeji, Orixás gêmeos * Iroko, Orixá da árvore sagrada, (gameleira branca no Brasil). * Egungun, Ancestral cultuado após a morte em Casas separadas dos Orixás. * Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna. * Onilé, Orixá relacionado ao culto da terra. * OrixaNlá (Oxalá) ou Obatalá, o mais respeitado, o pai de quase todos orixás, criador do mundo e dos corpos humanos * Ifá ou Orunmila-Ifa, Ifá é o porta-voz de Orunmila, Orixá da Adivinhação e do destino. * Odudua, Orixá também tido como criador do mundo, pai de Oranian e dos yoruba. * Oranian, Orixá filho mais novo de Odudua. * Baiani, Orixá também chamado Dadá Ajaká. * Olokun, Orixá divindade do mar. * Olossa, Orixá divindade das lagoas. * Oxalufon, Orixá velho e sábio. * Oxaguian, Orixá jovem e guerreiro. * Orixá Oko, Orixá da agricultura.

Resumo do Livro   por:NikiNikiYeah     Autor : NikiNikiYeah

Como ler história africanas para classe?

·         Escolher um livro de contos, fábulas ou lendas africanas.
·         No início de cada aula, ler uma história para a turma.
·         Essa leitura deve ser feita com prazer e desvinculada de qualquer trabalho literário, leitura pelo prazer.
·         Ao final de uma semana de leitura, fazer um levantamento com a turma sobre  as histórias lidas.
·         Fazer uma votação da história mais bonita da semana.
·         Lê-la novamente.
·         Pedir para as crianças fazerem um cartaz com as indicações literárias das histórias que mais gostaram.
·         Pode-se aproveitar essas histórias para trabalhar com reescrita e revisão de texto.

Trabalhando os orixás na escola

Em nossa escola, a professora  Mônica Moraes de Oliveira  desenvolveu um trabalho muito interessante para abordar a questão do estudo dos orixás. Ela começou com a mitologia grega, apresentando os deuses e lendo histórias sobre eles. Depois ela introduziu as histórias de Gilgamesh (ou Gilgamexe) que foi um rei da Suméria, de caráter semi-lendário, mais conhecido atualmente por ser o personagem principal da Epopeia de Gilgamesh, um épico mesopotâmico . A seguir começou a apresentar os orixás africanos e começou a estabelecer relações com a mitologia grega e as histórias de Gilgamesh. Deu as características de cada um e começou a leitura de suas histórias.
Com esse trabalho ela conseguiu desvincular a questão religiosa desses seres e tratá-los como mitos, quebrando “tabus” e “preconceitos” que envolvem o tema. As crianças passaram a falar e conhecer os orixás de forma natural e com todo o respeito e beleza que envolve o tema. Falar de “Exu”, “Iemanjá”, “Ogum”, “Ifá”, “Ossaim”  é a mesma coisa do que falar de “Zeus”, “Afrodite”, “Poseidon”, “Hécules” e muitos outros.
Esse é o papel da escola: transpor a barreira do preconceito, valorizar a cultura afro-brasileira , mostrar  a beleza da cultura africana e a sua influência em nossa cultura.

Bibliografia – lendas e contos africanos

Contos E Lendas Da Africa

SINOPSE
Na linguagem secreta dos homens-leões e das mulheres-elefantes, as antigas sabedorias dos povos africanos vêm sendo contadas de boca em boca através de sucessivas gerações, ensinadas como lições de vida ou cantadas em praça pública pelos griots (músico e poeta da África Ocidental, que conserva e transmite a memória oral). As histórias que constituem a literatura oral das diversas nações africanas, guardadas no imaginário dos homens e mulheres, percorrem as diferentes paisagens que formam o continente. ‘Contos e lendas da África’ traz dezessete dessas histórias, acompanhadas de um mapa e um glossário de palavras africanas. Mais um volume da Coleção Contos e Lendas, da qual fazem parte, entre outros, os livros ‘Contos e lendas dos cavaleiros da Távola Redonda’, ‘Contos e lendas da mitologia grega’ e ‘Heróis e vilões da Roma Antiga’.

Bibliografia – Orixás

Ogum, O Rei De Muitas Faces
Autor: CHAIB, LIDIA
Autor: RODRIGUES, ELIZABETH
Ilustrador: MIADAIRA
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
Assunto: INFANTO-JUVENIS – LITERATURA JUVENIL

SINOPSE
Os orixás são deuses que inventam brincadeiras, brigam, se apaixonam, choram, contam histórias, fazem molecagens e até recebem castigos. Quem são essas divindades? Como surgiram? Como vieram parar no Brasil? As histórias dos orixás falam de um lado muito especial da nossa cultura- a herança dos povos da África. E mostram que os deuses podem ser como nós- espertos e preguiçosos, sábios e engraçados, irrequietos e misteriosos.

Bibliografia – Mitologia africana

Mae Africa – Mitos, Lendas, Fabulas E Contos
Autor: SISTO, CELSO
Editora: PAULUS EDITORA
Assunto: INFANTO-JUVENIS – LITERATURA JUVENIL

SINOPSE
Uma coletânea de histórias africanas feita com base em ampla pesquisa, com o objetivo de ressaltar a diversidade de etnias do continente africano. O autor selecionou 29 histórias originárias de diversos lugares da África, procurando privilegiar histórias ainda não publicadas em português.

Orixás, religião ou mitologia?

O que é Mitologia
Na Antigüidade o Ser Humano não conseguia explicar a Natureza e os fenômenos naturais (e parece-me que ainda hoje não compreende nem consegue explicá-los da mesma forma). Então, dava nomes ao que não podia explicar e passava a considerar os fenômenos como “deuses”. O trovão inspirava um deus, a chuva outro. O céu era um deus pai e a terra, uma deusa mãe e os demais seres, seus filhos. Criava, a partir do Inconsciente, histórias e aventuras que explicavam de forma poética e profunda o mundo que o rodeava. Estas “histórias divinas” eram passadas de geração para geração e adquiriam um aspecto religioso, tornando-se mitos ao assumirem um caráter atemporal e eterno, por dizerem respeito aos conflitos e anseios de qualquer Ser Humano de qualquer tempo ou local. Estes núcleos arquitípicos mitológicos recebem o nome de “mitologemas”. A um conjunto de mitologemas de mesma origem histórica, dá-se o nome de “mitologia”. Aos mitos se uniam ritos que renovavam os chamados “mistérios”. O rito torna ato (atualizam) um mito que se faz representar (atuar) em seu simbolismo encarnado nos “mistérios”. Ao conjunto de ritos e símbolos que cercam um mitologema dá-se o nome de “ritual”. Ao conjunto de rituais e mitos com origem histórica comum dá-se o nome de “religião”. À religião sempre se unem preceitos ético-morais chamados “doutrinas religiosas”, compostas por proibições a (“tabus”) e ídolos (‘totens”). Assim nasceram os deuses.
Todos os povos da terra, seja em localização no tempo e no espaço, todos sempre tiveram uma religião, composta de diversos ritos e mitos. Parece que a religião é uma necessidade imperiosa do Ser Humano.
Existe uma espécie de preconceito generalizado contra os pensamentos não-científicos, especialmente contra os métodos filosóficos especulativos e o pensamento mítico.Porém, o estudo da Mitologia não pode ser visto com um interesse meramente histórico. A Mitologia Grega, por exemplo, é a base do pensamento ocidental e guarda em si a chave para o entendimento de nosso mundo, de nossa mente analítica e de nossa psicologia. Ao se comparar a Mitologia Grega com as demais mitologias (africanas, indígenas, pré-colombianas, orientais, etc) descobre-se que há entre todas elas um denominador comum. Algumas vezes estaremos frente aos exatos mesmos deuses, apenas com nomes diferentes, sem que exista nenhuma relação histórica entre eles. Este material comum a todas as mitologias foi descoberto pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung e foi por ele denominado de “Inconsciente Coletivo”. O estudo deste material revela-nos a mente humana e seus meandros multifacetados. Como foi dito, os mitos são atemporais e eternos e estão presentes na vida de cada Ser Humano, não importa em que tempo ou em que local.

Referência: www.beautyonline.com.br/bernardodegregorio/index.htm

Curiosidades do continente africano

* Trazer para sala de aula algumas curiosidades sobre o continente africano:


A África é o continente que mais possui curiosidades. A primeira delas é sua única ligação com a Ásia, o estreito de Gibraltar. Entre as riquezas da África, destacamos os maiores diamantes do mundo, e seus animais raros. Os elefantes africanos, além de curiosos, batem o recorde de maior animal terrestre, com até 3,7 metros de altura e 7 toneladas! Cada elefante africano consome, diariamente, 150 kg de comida. Eles vivem em grupos, nas savanas da África, até 60 anos.

Falando de animais curiosos, as rãs da África também são as maiores do mundo, chegando a, aproximadamente, 90 cm de comprimento, com as pernas esticadas, e quase 4 kg. O Kruger National Park, é um lindo parque de preservação natural que conta com uma área de 19.000 km2, 147 espécies de mamíferos, 507 de pássaros, 114 de répteis e 1950 espécies de plantas.


* Após discutir com a classe sobre essas curiosidades, pedir para que os alunos tragam numa próxima aula pesquisas pessoais sobre curiosidades do continente africano.


* Com as pesquisas em mãos, listar na lousa as curiosidades que os alunos troxeram e escolheram.


* Os alunos deverão fazer o registro no caderno.

Entendimento de texto – música África

* Estudando a música do “Palavra Cantada” – África:

– Na música são citados alguns países. Quais fazem parte do continente africano?

– Por que o povo do Japão tem que saber de onde vem o “Leão de Juda” ?

– O que toda gente da Bahia já sabe? Por quê?

– Você sabe qual é a origem do Homem?

– Quando olhamos o mapa-mundi, em que posição a África fica em relação aos outros continentes?

– Por que a música diz: “Áfricas ficam na África que fica lá e aqui ficará”?

– Pesquise para saber o que é:

*ijexá:
*baobá:
*Oxalá:
*malê:
*alah:
*ilê:
*mulçumanagô:
*Yorubá:

Música – África

* Apresentar a música do “Palavra Cantada” – África.

* Aprender a cantar a música.

África
Palavra CantadaQuem não sabe onde é o sudão
saberá
A Nigéria o Gabão
Ruanda
Quem não sabe onde fica o Senegal,
A Tanzânia e a Namíbia,
Guiné Bissau?
Todo o povo do Japão
Saberá
De onde veio o
Leão de Judá
Alemnha e Canadá
Saberão
Toda a gente da Bahia
sabe já
De onde vem a melodia
Do ijexá
o sol nasce todo dia
Vem de lá
Entre o Oriente e ocidente
Onde fica?
Qual a origem de gente?
Onde fica?
África fica no meio do mapa do mundo do
atlas da vida
Áfricas ficam na África que fica lá e aqui
África ficará
Basta atravessar o mar
pra chegar
Onde cresce o Baobá
pra saber
Da floresta de Oxalá
E malê
Do deserto de alah
Do ilê
Banto mulçumanagô
Yorubá
 

Trabalhando o Continente Africano

* Fazer um levantamento prévio com a turma sobre o que sabem da África.

* Localizar no mapa -mundi onde fica a África.

* Perguntar para a turma se a África é um país ou um continente? Por quê?

* Junto com a turma fazer uma lista de países africanos que eles conheçam, colocar na lousa.

* Entregar um mapa do continente africano – divisão política – localizar os países da lista.

* Identificar outros países no mapa.

* Pintar cada país do mapa de uma cor e colar no caderno .

    Espera-se com essa atividade que os alunos percebam que a África não é um país e sim um continente com vários países. Comparando com o continente americano e seus países.

O que se trabalhar sobre África?

Sempre me fiz essa pergunta e percebi o que eu não precisava trabalhar: escravidão, fome, miséria, doenças, ou seja, tudo o que é sempre divulgado.Então decidi procurar informações belas sobre esse continente como :  riquezas – belezas – peculiaridades – cultura – histórias belas – animais. Em minhas pesquisas acabei descobrindo um mundo belo, exótico, com muita riqueza e curiosidades.O tema é abordado nas aulas de:Português: Leitura de contos e lendas africanas.História: formação do povo brasileiro – origens: índio, europeu, africano, imigrantes. A influência de suas culturas.Geografia: continente africano –  relevo, hidrografia, vegetação, cidades e população.Um tema que os alunos adoram é sobre curiosidades; e no continente africano há inúmeras.A partir disso criei uma sequência didática para a Introdução do projeto da minha escola: “Um pouco de nós, um pouco de África.” 

O Grande Continente Africano

Quando se fala em África, em primeiro lugar pensamos que é um país e não um continente formado por cerca de cinquenta e quatro paises independentes. Temos em mente um território sombrio formado por desertos, uma grande floresta, com animais ferozes, cheia de rios infectados de jacarés famintos, além de muita miséria e guerras tribais. Este é o cenário que descortina a nossa mente. Um quadro único. Mas esta é uma visão errônea, pois a África é um continente diversificado com uma pluralidade cultural enorme, sendo considerado o berço da humanidade.
Não é só a África exótica e misteriosa, cheia de perigo e extremamente explorada pelos europeus, mas uma África onde surgiu o homem. Rica em história e cultura. Há muitas religiões, grandes cidades, riquezas minerais. A África com sua exuberante natureza, seu Rio Nilo o maior do mundo, atravessando áreas desértica irrigando suas margens propiciando vida para a população, criando uma civilização histórica milenar, os egípcios. Uma África colorida, com desigualdades sociais mas buscando determinadamente seu lugar na história.
O Brasil tem uma grande dívida com o continente africano e necessita conhecer e valorizar seus costumes e hábitos africanos. Aqui formamos a cultura afro-brasileira e nem nos damos conta deste fato.

Difereça Racial

   A escola tem um papel central no processo de reeducação das relações étnico-raciais, e, portanto, precisa assumir seu papel transformador, pautando sistematicamente questões conflituosas e inegavelmente de difícil abordagem, promovendo junto à sua comunidade escolar o caminho do diálogo e do debate aberto e plural.
  O projeto político-pedagógico deve ser o ponto de encontro e o pólo irradiador da implementação da lei no âmbito da escola. É importante lembrar que todos os profissionais da educação devem se sentir apropriados deste projeto coletivo, incluindo os demais funcionários das escolas que tendem a ser deixados de lado em tais processos.
    É importante reeducar quem educa para que a temática seja inserida de modo efetivo no cotidiano escolar e nos sistemas de ensino, propiciando melhorias na convivência e na trajetória escolar de estudantes brancos, negros, amarelos e indígenas. Além disso, é importante que as questões étnico-raciais sejam abordadas não apenas da perspectiva de ampliar o conhecimento dos participantes, mas também de uma perspectiva mais subjetiva, abordando valores e posturas.
      A tarefa é necessária e complexa. No entanto, a complexidade há de ser acolhida a fim de se repensar as unidades escolares em seus projetos político-pedagógicos, considerando os referenciais da temática étnico-racial, contemplando a história e a cultura afro-brasileiras e articulando os eixos:  currículo, valores, relações e materiais didáticos.

Referência:Relações Raciais na Escola.org.br