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HIPOPÓTAMO


Classificação científica

  • Reino – Animal
  • Sub-reino – Metazoários
  • Filo – Cordados
  • Subfilo – Vertebrados
  • Classe – Mamíferos
  • Subclasse – Eutérios
  • Ordem – Artiodáctilos
  • Infra-ordem – Suínos
  • Família – Hipopotamídeos
  • Gêneros – Hipopotamus Choeropsis
  • Espécies – Hipopotamus amphibius e Choeropsis liberiensis

Hipopótamo, nome comum de um mamífero artiodáctilo (animal dotado de dedos pares e cascos). O aspecto do Hipopotamus amphibius não é dos mais atraentes, embora chega a ser simpático: sobre a boca rasgada e um focinho largo. O lábio superior é tão desenvolvido, que cobre por completo o inferior. As orelhas e a cauda são pequenas em proporção ao corpo, que atinge 4 metros de comprimento, 1,50 m de altura e pesa de 3 a 4,5 toneladas. Podem viver até os 30 anos, porém já houve um indivíduo que chegou aos 41 anos. Recobre-o uma rugosa pele cinzenta – que em alguns pontos tem mais de 5 cm de espessura – e sustenta-se sobre pernas muito curtas. Uns ralos pêlos espalham-se pelo corpo.

O hipopótamo é um ótimo nadador. Como a gordura é mais leve que a água, e está acumulada sob a espessa pele, ajuda-o a flutuar. Além disso, a gordura estabiliza a temperatura interna do animal, quando está dentro da água.

Hipopótamo quer dizer “cavalo do rio” (do grego hippos = cavalo; potamos = rio), mas de cavalo ele não tem nada. Se há parentesco, é com o porco, tanto no aspecto, como em características anatômicas: ambos tem patas de quatro dedos, providos de grandes cascos. Os do hipopótamo são unidos por uma membrana, o que auxilia seus movimentos natatórios. Os dentes dos dois animais também são semelhantes, exceto que os do hipopótamo são de marfim: os caninos tendem a se transformar-se em longas presas, de crescimento contínuo.

Há um milhão de anos, havia hipopótamos espalhados por toda a África, boa parte da Europa e Ásia. Restritos depois ao continente africano, foram objeto de caça, tanto ao norte, como no sul. Só duas espécies sobreviveram: Hipopotamus amphibius e Choeropsis liberiensis. Muitos exemplares do primeiro tipo são mantidos nas reservas nacionais do Quênia, Tanzânia e Uganda, bem servidos de lagos, rios e paludes (o hipopótamo vive boa parte de sua vida mergulhado na água). A segunda espécie habita da Libéria até a República dos Camarões. Apesar de gordo, é um animal de grandes músculos e, portanto, de carne abundante. Projetos para seu aproveitamento estão sendo elaborados em Uganda, na África.

Animal semi-aquático, pois passa a maior parte do tempo submerso, é capaz de ficar sob a água até 25 minutos, embora o normal sejam imersões com duração entre 2 e 6 minutos. Os orifícios nasais dispõem de janelas que podem ser fechadas quando o animal submerge. Os olhos, os orifícios nasais e as orelhas estão dispostos no alto da cabeça, à maneira de periscópio, de forma que o hipopótamo pode ver, ouvir e respirar mesmo que o resto do corpo esteja sob a água.

O hipopótamo reparte seu tempo entre a terra e a água. A pele fina que recobre seu corpo não lhe permite estar fora d’água muito tempo durante o dia. Há uma peculiaridade na sua pele: ela não tem glândulas sudoríparas, mas sim outras, que secretam uma substância vermelha que atua como barreira contra os raios solares. Por esta razão, diz-se que os hipopótamos suam sangue

Embora a refeição obtida seja abundante, o hipopótamo não se furta a devorar os milharais e canaviais que encontra. Seja como for, ele se alimenta à noite. Pela manhã, empanturrado e sonolento, ele se prepara para digerir os 200 ou 300 kg que lhe abarrotam o estômago.

Mais em: http://www.webciencia.com/14_hipo.htm#ixzz1WAt3LxOd

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Rinoceronte

Ordem: Perissodactyla
Família: Rhinocerotidae
Nome popular: Rinoceronte Branco
Nome em inglês: White Rhinoceros, Square –lipped rhinoceros
Nome científico: Ceratotherium simum simum
Distribuição geográfica: origem africana ocorrendo no sudeste de Angola, na Zâmbia, Moçambique, Zimbábue, Namíbia, Botswana e sul da África.
Habitat: Savana
Hábitos alimentares: Herbívoros
Reprodução: 04 a 05 anos.
Período de vida: 50 anos.

Os rinocerontes são mamíferos herbívoros que vivem em terra. O nome vem das palavras gregas rhino (nariz) e keros (chifre). O chifre, diferente do que se pensa, não é feito de osso, e sim feito de pêlos extremamente compactos que formam uma estrutura muito resistente. Os rinocerontes têm pele espessa, de até 7 cm, e também têm orelhas muito pequenas. Eles não enxergam bem, porém tem ótima audição e olfato. Apesar do tamanho e peso, que variam de acordo com cada espécie, esses animais podem atingir até 80 kmh.

O rinoceronte não se associa muito com outras espécies, porém tem um amigo que o ajuda, o Tchiluanda. O Tchiluanda é um passarinho africano que cata carrapatos e avisa o rinoceronte de inimigos próximos. Há ainda uma crença de que o pássaro guia o rinoceronte para colméias onde este encontra mel, alimento que o mesmo aprecia.

O rinoceronte tem somente um filhote de cada vez. Após dezessete meses de gestação nasce o filhote, que pesa 25 kg e toma leite materno até dois anos de idade. Ao completar de cinco a sete anos, o filhote passa a viver sozinho, sem ajuda dos pais.

Há 5 espécies de rinocerontes não extintos no mundo:

Rinoceronte Indiano: essa espécie (Rhinocerus unicornis) vive na Ásia e tem um unico chifre, medindo cerca de 60 cm.

Rinoceronte Branco: É o maior rinoceronte e o segundo maior mamífero terrestre, perdendo somente para o elefante. Mede 2 metros de altura e 5 metros de comprimento, tendo 4 toneladas de peso. Ele tem 2 chifres, sendo que um deles mede 1,5 metros. Esse animal vive na África, principalmente em áreas desacampadas.

Rinoceronte Java: essa espécie (Rhinocerus sondaicus) está quase extinto. Vive na Ásia, na Indochina, Nepal, Java, na Malásia, em Sumatra, Assam. Ele mede 3 metros e tem 1 chifre.

Rinoceronte Negro: mede 1,5 metros de altura e tem 2 chifres. Esse animal ataca somente quando ameaçado. Ele vive na África (região sul) e é muito caçado.

Rinoceronte de Sumatra: essa espécie vive na Ásia (Sumatra, Tailândia, Malaca, e Bornéu) e tem 2 chifres. Só existem cerca de 300 desses rinocerontes no mundo.

Devido à caça, os rinocerontes são muito raros, sendo que o rinoceronte branco é o menos ameaçado e o de Sumatra, o mais ameaçado de extinção. Os rinocerontes são caçados em busca de seus chifres, que alguns acreditam (embora já provado o contrário) que tenham propriedades medicinais. Um rinoceronte vive até 45 anos.

Suricate

NOME COMUM: Suricate
NOME EM INGLÊS: Meerkat ou suricate
NOME CIENTÍFICO: Suricate suricatta
FILO: Chordata
CLASSE: Mammalia
ORDEM: Carnivora
FAMÍLIA: Heroestidae
GÊNERO: suricate
ESPÉCIE: S. suricatta
TAMANHO:
Comprimento do corpo: 22cm
Altura quando está de pé: 26, 28cm
PESO: 720 a 730 g
PÊLO: Acastanhado
TEMPO DE VIDA: na selva pode viver 10 anos variando entre 5e 12 anos. No cativeiro vivem até 15 anos

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: África do sul, deserto do kalahari

HABITAT: Savana e gramado, planícies secas e abertas, áreas de deserto.

ALIMENTAÇÃO: Alimenta-se principalmente de insectos: larvas de escaravelhos e de borboletas; também ingerem milípedes, aranhas, escorpiões, pequenos vertebrados (répteis, anfíbios e aves), ovos e matéria vegetal. São relativamente imunes ao veneno das najas e dos escorpiões, sendo estes, inclusive, um dos alimentos que mais apreciam.

DESCRIÇÃO: O corpo é esguio, o focinho pontiagudo e possuem manchas negras em torno dos olhos. A pelagem é castanha e apresenta riscas negras na parte terminal do dorso; a extremidade da cauda é negra. Possuem garras afiadas nas patas, que lhe permite escavar a superfície do chão e dentes afiados para penetrar nas carapaças quitinosas das suas presas. Outra característica distintiva é a sua capacidade de se elevarem nas patas traseiras,

PERÍODO DE GESTAÇÃO: 11 semanas

NÚMERO DE FILHOTES: 3 a 4

NÚMERO DE CRIAS POR ANO: 1 a 3

MATURIDADE SEXUAL: aproximadamente 1 ano

ÉPOCA DA REPRODUÇÃO: A reprodução dá-se de Agosto a Novembro e de Janeiro a Março (durante a estação húmida); em cativeiro, pode ocorrer em qualquer época do ano.

REPRODUÇÃO: O acasalamento é precedido de pequenas “dentadas” amistosas no focinho. As crias nascem no interior do abrigo subterrâneo e aí permanecem durante as primeiras semanas de vida, ao cuidado de um adulto (nunca a mãe, que tem de procurar alimentar-se para conseguir amamentar). Só abrem os olhos aos 10 a 14 dias de idade e o período de amamentação dura sete a nove semanas. Quando as crias saem do abrigo, mantêm-se muito juntas e para esse fim emitem constantes “vocalizações de contacto”. A mãe ensina-as a comer incitando-as a morder os alimentos que ela segura com os dentes. No entanto, todos os elementos do grupo participam na nutrição das crias, trazendo-lhe os alimentos mais “macios” que conseguem encontrar.

O suricate é um mangusto que adora o sol. A maior parte dessa espécie tem hábitos noturnos ou crepusculares. O suricate, porém, sai da toca ao amanhecer e só volta no fim da tarde. E grande parte desse tempo ele passa tomando banho de sol. Vivem em colônias de 40 indivíduos, que constroem um complicado sistema de túneis no subsolo, onde permanecem durante a noite. Dentro do grupo, os animais revezam-se nas tarefas de vigia e proteção das crias da comunidade. O sistema social é complexo e os estudos mostram que os suricates são capazes de ensinar ativamente suas crias a caçarem, um método muito parecido com a capacidade humana de ensinar.

Espalhado pela África do Sul, o suricate é encontrado nas savanas áridas e arenosas ou mesmo entre as rochas. Cava tocas profundas, com muitas entradas, e vive em bandos de dezenas de indivíduos.

A pelagem do suricate é castanha, com listras negras no dorso, e esbranquiçada no ventre. A cara é branca e as orelhas, a ponta da cauda e uma pequena região ao redor dos olhos são negras. Quando descansa, o suricate fica numa posição bem característica: senta-se nos “calcanhares”, com o corpo bem reto e as patas dianteiras caídas sobre o peito. Sua alimentação é variada: insetos, centopéias, pequenos roedores, aves, ovos,
répteis, frutos e raízes. O acasalamento ocorre em qualquer época do ano e os filhotes nascem cegos e pelados.

Lucia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de conteúdo e Editora Chefe

ZEBRAS

CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA:

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Perissodactyla
Família: Equidae
Género: Equus

As zebras são mamíferos, membros da mesma família dos cavalos, os equídeos, nativos da África central e do sul. A pelagem deste animal consiste num conjunto de listras contrastantes de cor, alternadamente, pretas e branca, dispostas na vertical, exceptuando nas patas, onde se encontram na horizontal.

É nas savanas africanas onde as zebras habitam. Encontram-se distribuídas por famílias: macho, fêmeas e filhotes. Estes animais, por serem atacados habitualmente por leões, podem se tornar animais extremamente velozes, pois para fugirem dos predadores, utilizam a fuga e seus fortes coices, podendo quebrar até a mandíbula de um felino. As listras das zebras vão escurecendo com a idade, e estes animais, embora se pareçam, não são todos iguais.

Apesar de parecerem todas iguais, as espécies de zebra existentes não são estreitamente relacionadas umas com as outras. As zebras-de-grevy têm origem de animais diferentes (de outro subgênero) daqueles que originaram as zebras-das-planícies e as zebras-das-montanhas.

Não se encontram à beira da extinção, embora a zebra-das-montanhas esteja ameaçada. A subespécie de zebra-das-planícies conhecida como cuaga (do inglês quagga, que designa o som que o animal produzia cuahaa), Equus quagga quagga, estava extinta, mas projetos de cruzamento entre zebras com coloração semelhante já recuperaram a espécie antes extinta, e o projeto liberou com sucesso vários exemplares na natureza.

As Zebras são animais herbívoros, e se alimentas preferencialmente em pastagens da savana africana

 

                    INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

·         A zebra é um mamífero originário (nativo) do continente africano (região sul e central);

·         São animais herbívoros, ou seja, alimentam-se de plantas;

·         Possuem um comportamento pacato, porém, podem atacar quando estão em situação de risco;

·         Vivem em manadas (famílias) compostas por machos, fêmeas e filhotes;

·         São velozes, podendo atingir até 50 quilômetros por hora de velocidade;

·         Quando vão ficando velhas, as listras das zebras vão sumindo;

·         Fazem parte da mesma família dos cavalos, burros e asnos;

·         As espécies de zebras mais conhecidas são: Zebra-de-grevy, Zebra-das-planícies, Zebra-de-burchell, Zebra-de-chapmann, Zebra-de-grant, Zebra-das-montanhas (ameaçada de extinção) e Zebra-do-cabo;

·         Os leões são os principais predadores das zebras nas savanas da África;

·         Uma zebra adulta pode pesar até 200 quilos;

·         A gestação da fêmea dura por volta de 360 dias. Em cada gestação, nasce apenas um filhote (os partos múltiplos são raros);

·         Uma zebra saudável pode viver, em média, de 25 a 30 anos.


CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS
:

Comprimento: de 2 a 2,3 metros (animal adulto)
Altura: de 1,4 a 1,6 metros
Cor: listrada em marrom escuro e branco
Habitat: savanas africanas.


Guepardos

Nome popular: Guepardo, Cheeta
Nome Científico: Acinonyx jubatus
Distribuição geográfica: A maioria vive na África
Habitat natural: Vive em Savanas
Hábitos alimentares: São carnívoros. Têm preferência por gazelas
Tamanho: Cerca de 2,10 metros
Peso: De 42 a 65 kg
Período de gestação: De 90 a 95 dias.
Filhotes: Geralmente nascem de dois a quatro filhotes por vez. A mãe cuida dos filhotes sozinha.
Tempo médio de vida: 20 anos


Esse animal corre muito: pode alcançar a velocidade de 110 quilômetros por hora. Mas um bom cavalo pode superá-lo. Sua especialidade é o ataque de surpresa. Como se surgisse do nada, ele cai sobre um rebanho que pasta e mesmo animais ágeis como a gazela, o antílope, a zebra, o avestruz e o gnu não podem escapar.
Geralmente prefere caça pequena. É um animal solitário, embora às vezes cace aos pares.
Tamanha explosão muscular custa caro. Como um corredor de curta distância, o guepardo é rápido, mas tem pouca resistência. Ele gasta tanta energia correndo atrás da presa que fica extenuado. Depois de 30 segundos de perseguição, não tem força nem pra comer na hora. Aí, chega outro bicho e pronto: metade da refeição é sempre roubada.
Sua velocidade é uma proteção. Talvez, por isso, não tenha medo do homem, sendo facilmente domesticado. Os sultões da índia tinham centenas deles e usavam como cães de caça. Há muito desapareceram da Ásia e hoje são raros na África.
Uma das principais preocupações dos guepardos é com seus filhotes: é muito comum eles serem comidos por felinos mais fortes, como os leões.
Este animal não costuma marcar territórios para se defender, inclusive pelo fato de ele ter hábitos nômades. Só a fêmea costuma defender territórios, no período em que está com filhotes.
O guepardo é um animal social. Um dos fatos que mostram isso é que eles costumam lamber uns aos outros para mater-se limpos.
Com um treinamento hábil, o guepardo pode tornar-se uma companhia afetuosa. Tem a agilidade dos grandes felinos. Seu parentesco com eles mostra-se na pequena cabeça redonda, pelagem e grande cauda malhada. contudo, pelas longas pernas, garras não-retráteis de latido, assemelha-se a um cão. A fêmea produz de dois a cinco filhotes, duas vezes ao ano. Não se reproduz bem em cativeiro.

Gnus

O gnu (Connochaetes taurinus) é um mamífero ungulado da família Bovidae, sendo também conhecido como boi, cavalo. É parente de animais como os bovinos, caprinos, antílopes, entre outros.
São encontrados centenas de milhares de gnus, nas savanas do centro da África até o extremo sul do continente. São menores que os bois, alcançam 1,5 m de altura, têm 2,5 m de comprimento e chegam a pesar 250 kg.

Os gnus são herbívoros, alimentam-se do pasto das savanas. Vivem em grandes manadas. São animais bastante pacíficos, vivendo e se alimentando em companhia de antílopes e zebras de maneira harmoniosa.
Existem 5 espécies de gnus. São elas:
– Gnu-de-cookson (Connochaetes taurinus cooksoni) – Habita a Zâmbia.
– Gnu-do-leste ou gnu-oriental (Connochaetes taurinus albojubatus) – Vive na Tanzânia e no Quênia.
– Gnu-d’oeste ou gnu-ocidental (Connochaetes taurinus mearnsi) – é encontrado em Moçambique, Tanzânia e Malauí.
– Gnu-azul (Connochaetes taurinus taurinus) – Vive na África do Sul, Angola, Zâmbia, Moçambique, Botsuana, Zimbábue e Namíbia.
– Gnu-de-niassa (Connochaetes taurinus johnstoni) – É encontrado em Malauí, Moçambique e Tanzânia.
Essas espécies sobrevivem a inúmeras diversidades, pois em uma terra selvagem, repleta de predadores, os gnus estão na base da cadeia alimentar, servindo de banquete para leões, hienas, leopardos, crocodilos, guepardos ou chitas e cães selvagens africanos.
Pacífico que é, o gnu foge quando se sente ameaçado. Se for surpreendido, sua única defesa é seu poderoso coice, que pode ser fatal ao predador que o ataca. Por isso, os predadores observam a manada e procuram atacar os animais mais frágeis, como os filhotes, os animais mais velhos, aqueles que estão feridos ou que demonstram cansaço.
Todos os anos as grandes manadas de gnus migram para o norte, em busca de pastos verdes e água. Milhares de gnus são atacados pelos predadores durante a viagem. Na simples travessia de um rio, centenas de gnus são mortos pelos crocodilos. Contudo, a população de gnus permanece estável, pois se reproduzem com sucesso.
A reprodução ocorre uma vez por ano, pois a gestação dura aproximadamente 260 dias. Geralmente nasce um filhote a cada gestação, embora raramente ocorra o nascimento de 2 filhotes.
Pouco tempo depois do nascimento o filhote já está apto a andar e até a correr caso haja alguma ameaça.
A esperança de vida dos gnus é de 20 anos, apesar de todos os perigos que enfrenta.

Elefante Africano

CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA:

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Proboscidea
Família: Elephantidae 

Nome científico: Loxodonta africana

Distribuição
O elefante-africano é um paquiderme de grande estatura, que vive em longos territórios da África Central e do Sul. É o maior mamífero terrestre.

Organização social
As manadas de elefantes são matriarcais, é sempre uma fêmea que lidera o grupo. Tem como obrigações memorizar os locais onde existe água nos tempos de seca e garantir o bem estar do grupo. Sempre que um jovem macho atinge a maturidade sexual e deixa de respeitar a hierarquia, é expulso da manada pela fêmea dominante.

Africanos e asiáticos
Os elefantes africanos distinguem-se dos seus primos asiáticos pela estatura – são bastante maiores – e pelo seu grande par de orelhas, já que os asiáticos tem esses apêndices bem mais pequenos, as unhas das patas traseiras também são diferentes, assim como o número de costelas.

A tromba
A tromba é fundamental para a sua sobrevivência e desde muito cedo que os jovens aprendem a dominá-la para beber água, para levar a comida à boca e para tomarem os banhos de água ou lama. Serve ainda, naturalmente para reconhecer os cheiros e distinguir qual o alimento que lhes convém.

Cemitérios de elefantes
Outro fato curioso respeitante a estes animais é que procuram zonas previamente definidas quando sentem que os seus dias estão a acabar, e depois, sempre que a manada passa por esses locais, os indivíduos acariciam os ossos dos seus antepassados com a tromba, o que leva os cientistas a pensar que algum cheiro característico fica nos ossos.

Alimentação
Estes animais sobrevivem somente à custa de ervas, folhas e capim, que comem em grande quantidade, podendo um animal adulto ingerir cerca de 250 a 300 kg de alimento por dia, o que os faz andar numa busca incessante de vegetação e água.

Reprodução
As fêmeas atingem a maturidade sexual por volta dos 12 anos. As crias nascem após uma gestação de cerca de 22 meses, apenas uma por parto, só raramente acontecendo casos de partos múltiplos. Uma ália pode procriar a cada quatro anos, já que amamentam as suas crias até aos dois anos e só depois voltam a engravidar, tendo pela frente mais cerca de dois anos de gestação.

Proteção das crias
As crias são sempre protegidas pelos outros elementos do grupo, e vivem como se fosse numa creche, em conjunto e vigiadas em permanência pelos mais velhos. Os elefantes não têm predadores naturais, embora ocasionalmente uma cria muito jovem possa ser atacada por um leões famintos. Por esse motivo, os adultos colocam sempre as crias no centro da manada.

Machos violentos
Na época do cio, os machos segregam uma substância odorífera que escorre, a partir das têmperas, pela cabeça abaixo. Nesta altura, os elefantes machos ficam muito agitados e tornam-se violentos.

Tamanho, peso e esperança de vida
Um elefante africano pode medir cerca de 6 m de comprimento, ter mais de 4 m de altura e pesar cerca de 6500 kg. A sua esperança de vida é de cerca de 50 anos.

 http://www.bicharada.net/animais/animais.php?aid=144

Hiena

A hiena (Crocuta Crocuta) é um animal mamífero, carnívoro, da família Hyaenidae. Adulta, uma hiena mede 1,5 m de comprimento, com 80 cm de altura e 70 kg de peso. Seu modo de andar é esquisito, manquejante, pois suas patas traseiras são mais curtas que as patas dianteiras. Sua pelagem tem cor castanha escura. Não é um animal dos mais rápidos, em corrida não consegue ultrapassar os 60 km/h. É capaz de emitir um grito áspero, parecido com uma gargalhada, que os antigos acreditavam ser de um homem mau, que colocava armadilhas para capturar os viajantes. Seus hábitos são noturnos, embora possa desenvolver atividades durante o dia.

Habita o oeste da Ásia e principalmente as savanas da África. Excelente caçadora, com uma mordida poderosa, a hiena se alimenta de búfalos, zebras, gnus e até de filhotes de girafa, entre outros. Atacam geralmente em grupo, com mais eficiência que alguns felinos.
Porém, a hiena é mais conhecida por ser necrófaga, ou seja, por se alimentar das carcaças e dos ossos de animais, restos de outros predadores.
Esse animal desempenha um papel importante, necessário na cadeia alimentar, pois ao se alimentar dos restos de outros predadores, evita que esse material contamine as águas e que cause o aparecimento de doenças em outros animais ou em habitantes da região.
Ao contrário dos demais predadores, a hiena não tem o hábito de cuidar de sua pelagem, o que a deixa com o mau cheiro do sangue, das entranhas, ou mesmo da carniça de suas presas.
Em alguns países existiram tentativas de domesticar a hiena, sem resultados positivos. Enfim, é um animal selvagem.
As hienas vivem em grandes grupos de 40 a 100 animais. Diferente de outros mamíferos que vivem em grupo, a sociedade das hienas é matriarcal, ou seja, é dominada pelas fêmeas, que costumam ser mais agressivas que os machos.
A gestação das hienas dura entre 98 e 110 dias, sendo que geralmente nascem dois filhotes por cria, embora não seja raro o nascimento de 3 ou 4 filhotes.
Os filhotes nascem com os olhos abertos e com a dentição completa. Desde o nascimento são muito agressivos, sendo comum que os filhotes matem uns aos outros.
Em algumas regiões da África, as hienas são caçadas sem misericórdia. A expectativa de vida das hienas em seu habitat natural é de até 20 anos.

Leão

Nome comum: Leão-africano
Nome em inglês:
Lion
Nome cinetífico: Panthera leo (Linnaeus, 1758
  • Reino: Animal
  • Filo: Chordata
  • Classe: Mamífero
  • Ordem: Carnívoro
  • Família: Felino
  • Subfamília: Pantherinae
  • Gênero: Panthera
  • Espécie: Panthera leo

A palavra “Simba” significa leão, pois é o nome desse animal na língua suaíle – um idioma falado em vários países da África.

Na simbologia, o “rei dos animais”, representa a luz, a soberania e a coragem!

Talvez, mais do que qualquer outro animal o leão sempre foi admirado pelo homem. Desde tempos imemoriais ele é considerado como um símbolo da justiça e da bravura.

Os leões-africanos vivem na Região Etiópica que compreende o Continente Africano (exceto a região norte), onde encontramos também: girafa, ocapi, elefante-africano, leopardo, zebra, gnu, gorila, chimpanzé, rinoceronte, hipopótamo, hiena, antílope, entre muitos outros animais.

Só que existem duas espécies de leões, o leão-africano (Panthera leo) e o leão-asiático (Panthera leo persica). O primeiro vive em muitos países da África e o segundo vive principalmente no Irã e na Índia. Nota: a Índia possui o Santuário da Floresta de Gir, a qual protege o leão-asiático…

Características físicas:

Machos medem de 1,72 a 2,50 metros de comprimento, fêmeas de 1,58 a 1,92 m. O comprimento de seu rabo varia de 60 a 100 cm. Fêmeas são 45 a 68 quilôgramas mais leves que os machos, mas tem a mesma massa muscular. Os machos pesam entre 150 a 260 kg, enquanto as fêmeas pesam entre 122 e 182 kg.

Os leões têm cara achatada, olhos arredondados e um pescoço relativamente curto. Os machos têm os pelos da juba com variedades de cores, geralmente, é um cinza-prateado ou um vermelho-amarelado.

 Quanto mais escura a sua juba, mais velho é o leão.

Os leões de cativeiro têm sua juba mais longa e com muito mais pelos do que os leões de vida selvagem. Ambos os sexos são fortes e musculosos. Como os tubarões, eles têm os dentes caninos com 5 centímetros de comprimento, os quais o ajudam a caçar e a prender a sua presa.

Hábitos alimentares – Leões são carnívoros. O cardápio do leão é bem variado. Pela ordem, estas são as suas principais presas: gnu, zebra, búfalo, gazela-de-thomson, girafa, antílope-saltador, alcéfalo etc.
Sua dieta consiste em uma variedade de carnes desde pequenos insetos a grandes herbívoros, como as girafas.

Vida Selvagem na África

A África é um continente onde a natureza tem um lugar especial, é um continente virgem na qual se destacam vários ecossistemas diversificados, aqui destaca-se zonas montanhosas, paisagens, zonas de arbustos, florestas tropicais, tudo em diferentes zonas climáticas.
É bem conhecida pela sua vida selvagem nas savanas e florestas equatoriais. Existem cerca de 45 espécies de primatas, incluindo os chimpanzés e gorilas. São mais de 60 espécies de predadores carnívoros como os leões, chitas, leopardos, hienas, cães selvagens, raposas, chacais e outros. Esses animais são vitais para a manutenção do equilíbrio ecológico das áreas em que habitam. Muitas espécies de herbívoros, aves, peixes, répteis e vários outros animais compõem o rico ecossistema africano.
A partir dos anos 1940 o homem fez reduzir consideravelmente a população de animais na África, de forma direta ou indireta. Isso fez com que muitas espécies entrassem em processo de extinção. Nos últimos anos vem crescendo os esforços de proteção aos animais africanos e aumentado o policiamento de reservas demarcadas.


 


Pesquisando sobre animais do deserto

Depois de estudar os textos informativos sobre o Deserto do Saara, fauna do deserto e como vivem os animais no deserto, deve-se fazer o seguinte:
   Primeiro momento
1-    Dividir a classe em grupos de no máximo 5 componentes.
2-    Definir uma lista de animais do Deserto do Saara com a classe.
3-    Cada grupo deverá sortear um desses animais.
4-    Pedir para cada grupo pesquisar sobre o animal sorteado trazendo informações e imagens do mesmo.
  Segundo momento
1-    Pedir para os grupos fazerem a leitura das informações que pesquisaram.
2-    Após a leitura, cada grupo deverá fazer uma lista de informações que contemple: habitat, hábitos, alimentação, características, curiosidades, nome científico, peso, tamanho e gestação. Se faltar algumas das informações deverão pesquisar novamente.
   Terceiro momento
1-    Cada grupo deverá apresentar o seu animal para a classe, expondo as principais informações.
2-    Cada grupo deverá mostrar imagens do animal pesquisado.
    Quarto momento
1-    A professora deverá distribuir uma ficha técnica para cada grupo completar as informações.
2-    Cada grupo deverá montar um cartaz contendo a ficha técnica do animal e imagens do mesmo.
3-    Os cartazes deverão ser expostos na escola.
Ficha técnica:
Animal:
Nome científico:
Características:
Localização:
Alimentação:
Hábitos:
Curiosidades:

Fauna do Saara

Dromedários e cabras são os animais predominantes no Saara. Por causa das suas habilidades de sobrevivência, da resistência e da velocidade, um dromedário é o animal favorito dos nômades. O Leiurus quinquestriatus é um tipo de escorpião do Saara que pode alcançar 10 cm. Ele possui o agitoxina e scyllatoxina, que são venenos tóxicos que levam a morte na maioria dos casos. O varano, cujo nome científico é varanidae, é um tipo de lagarto que se encontra facilmente. Cerastes é um tipo de cobra que tem em média 50 cm no comprimento que tem proeminências que lembram um par de chifres. Muito ativo à noite, encontra-se geralmente enterrada na areia com somente seus olhos visíveis. As mordidas destas cobras são dolorosas, mas raramente fatais. Há também o Feneco, um onívoro. Há o Dassie, cujo primeiro fóssil encontrado remonta a 40 milhões de ano atrás. O avestruz é nativo da África, mas tornaram-se raros porque foram migrados para outros países. O adax é um grande antílope branco, e é hoje uma espécie ameaçada. Muito adaptado ao deserto, pode sobreviver por até um ano sem água. A chita do Saara vive no Niger, Mali e Chad.

Como vivem os animais no deserto?

Na região central do deserto do Saara, o maior do mundo, já foram descritas 70 espécies de mamíferos, 90 de pássaros residentes (excluindo os migratórios) e por volta de 100 de répteis, entre outros animais. Essa bicharada enfrenta, além da falta de água e do clima extremamente seco, grandes oscilações de temperatura ao longo do dia. Pela manhã e à tarde, faz um calor de rachar – mais de 50 graus nos meses mais quentes -, enquanto à noite o frio é tão intenso que a temperatura pode cair abaixo de zero. Esse rigor climático obriga os animais a adotar curiosas estratégias de sobrevivência. Muitos deles, como cobras, raposas e roedores, só deixam sua casa à noite, quando o calor dá um tempo.
Lei seca
Narinas, olhos e até orelhas dos animais do deserto são adaptados para sobreviver ao clima inóspito
DROMEDÁRIO
NOME CIENTÍFICO – Camelus dromedarius
TAMANHO – 2 m e 690 kg
ESTRATÉGIA DE SOBREVIVÊNCIA – Este parente do camelo fica até 17 dias sem beber e comer, mas, quando acha uma fonte de água, engole 100 litros em 10 minutos! Uma fileira extra de cílios protege os olhos e a musculatura das narinas permite que ele barre a entrada de areia. A corcova e as patas são adaptadas ao deserto.
ADAX
NOME CIENTÍFICO – Addax nasomaculatus
TAMANHO – 1,7 m e 92 kg
ESTRATÉGIA DE SOBREVIVÊNCIA – Este grande antílope, maior animal nativo do Saara, pode passar meses na seca. Herbívoro, ele come gramíneas, de onde retira a água de que necessita. Vive em bandos de 5 a 20 animais e tem hábitos noturnos ou crepusculares. De dia, protege-se do calor descansando em covas escavadas na areia
VÍBORA CHIFRUDA
NOME CIENTÍFICO – Cerastes cerastes
TAMANHO – 30 a 60 cm
ESTRATÉGIA DE SOBREVIVÊNCIA – Quando a cobra se enterra, apenas os dois chifres ficam à mostra. Bichos incautos pensam que os chifres são comida e se aproximam, tornando-se presas fáceis para o bote. A chifruda também é uma das serpentes mais flexíveis do planeta e adota uma forma peculiar de locomoção.
FENECO
NOME CIENTÍFICO – Vulpes zerda
TAMANHO – 30 cm e 1,5 kg
ESTRATÉGIA DE SOBREVIVÊNCIA – Menor membro da família dos canídeos, o feneco praticamente não precisa beber água, pois a extrai de suas presas ou da vegetação. As orelhas grandes (1/4 de seu tamanho) ajudam a dissipar o calor e ajudam a achar suas presas (jerboa, insetos e pássaros) escondidas sob a areia
por Yuri Vasconcelos