Arquivos de Categoria: Civilizações

Reinos Africanos

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O Império Mali

O Império do Mali foi um Estado que existiu na África Ocidental e na Europa entre as décadas de 1230 e de 1600 aproximadamente. Também pode ser considerado uma etapa da História do atual Mali, embora as fronteiras do extinto Império do Mali compreendessem regiões onde hoje se encontram outros países da África. O Império do Mali foi descrito pelos viajantes árabes como um Estado rico e suntuoso durante o seu apogeu, e certamente foi um importante centro comercial da África Moderna. Os Mansas do Mali ampliaram seu domínio sobre outros reinos da África, constituindo amplas redes de poder.
Origens
Originários da região do Rio Senegal e do Alto Níger, os grupos malinqués (malinqué significa “homem do Mali”) vivendo nas cidades antigas de Kiri e Dakadyala eram liderados por chefes mágico-caçadores chamados de “simbon” (que significa mestre-caçador). O “simbon” era apenas um primus inter pares, ou seja, um primeiro entre iguais, e não detinha autoridade real sobre os outros membros da sociedade, mas o grande conselho (ghara) constituía um proto-Estado, que decidia sobre a guerra e os impostos. A sociedade era dividida em grandes unidades familiares, que viviam em campos comunitários chamados de Foroba. As famílias pagavam impostos para o Estado por meio de trabalhos nas terras do simbon. Durante o século XI esses povos sofreram a interferência cada vez maior do principado do Sosso, cujo príncipe havia tomado o título de mansa (Imperador) nessa época. Também no século XI, contudo, os líderes o Mali se converteram ao islamismo e iniciaram um processo de centralização política acentuado.
O Império
Foi no ano de 1240, em Kuru-Kan-Fugha que se decidiu que Sundjata Keita, rei do Mali, seria o novo Mansa. A corte imperial se estabeleceu em diversas cidades (Djeliba, Kangaba) até se fixar em Niani. Nos anos subsequentes o Mali se expandiu sobre regiões do Sudão, do Baixo Senegal e do rio gâmbia Baxio Gâmbia. Sundjata Keita morreu em 1255 num acidente.

Sociedade

A sociedade foi dividida em trinta grandes clãs, alguns de artesãos, outros de guerreiros, outros de homens livres (“ton dyon”), etc. Existia escravidão e servidão no antigo Mali. Os casamentos eram regulados por casta , e os casamentos entre membros de castas diferentes eram proibidos. A guerra era conduzida após a reunião de camponeses-guerreiros, estes organizados em “kelé-bolon” (contingentes) controlados por um “kelé-tigui” (general-chefe). O Mali era um império agrícola. Os malinqués dominavam a cultura do algodão e do amendoim, introduzidas no país por Sundjata.

Resumo com base na Wikipédia

Reino do Congo

Durante seu processo de expansão marítimo-comercial, os portugueses abriram contato com as várias culturas que já se mostravam consolidadas pelo litoral e outras partes do interior do continente africano. Em 1483, momento em que o navegador lusitano Diogo Cão alcançou a foz do rio Zaire, foi encontrado um governo monárquico fortemente estruturado conhecido como Congo.

Fundado por volta do século XIV, esse Estado centralizado dominava a parcela centro-ocidental da África. Nessa região se encontrava um amplo número de províncias onde vários grupos da etnia banto, principalmente os bakongo, ocupavam os territórios. Apesar da feição centralizada, o reino do Congo contava com a presença de administradores locais provenientes de antigas famílias ou escolhidos pela própria autoridade monárquica.

Apesar da existência destas subdivisões na configuração política do Congo, o rei, conhecido como manicongo, tinha o direito de receber o tributo proveniente de cada uma das províncias dominadas. A principal cidade do reino era Mbanza, onde aconteciam as mais importantes decisões políticas de todo o reinado. Foi nesse mesmo local onde os portugueses entraram em contato com essa diversificada civilização africana.

A principal atividade econômica dos congoleses envolvia a prática de um desenvolvido comércio onde predominava a compra e venda de sal, metais, tecidos e produtos de origem animal. A prática comercial poderia ser feita através do escambo (trocas) ou com a adoção do nzimbu, uma espécie de concha somente encontrada na região de Luanda.

O contato dos portugueses com as autoridades políticas deste reino teve grande importância na articulação do tráfico de escravos. Uma expressiva parte dos escravos que trabalharam na exploração aurífera do século XVII, principalmente em Minas Gerais, era proveniente da região do Congo e de Angola. O intercâmbio cultural com os europeus acabou trazendo novas práticas que fortaleceram a autoridade monárquica no Congo.

Por Rainer Sousa
Mestre em História

O Império Monomotapa

O Império Monomotapa (também grafado Mwenemutapa, Muenemutapa, ou ainda Monomatapa, que era o título do seu chefe) foi um império que floresceu entre os séculos XV e XVIII na região sul do rio Zambeze, entre o planalto do Zimbabwe e o Oceano Índico, com extensões provavelmente até ao rio Limpopo. O território desse Império corresponde ao território dos atuais Moçambique e Zimbábue.
Este estado africano era extremamente poderoso, uma vez que controlava uma grande cadeia de minas e de metalurgia de ferro e ouro, cujos produtos eram muito procurados por mercadores doutras regiões do mundo.

É importante notar que, ao contrário dos soberanos de muitos reinos atuais ou recentes, os Mwenemutapas não formavam uma cadeia de descendentes – o sucessor de um Mwenemutapa falecido (ou deposto) era escolhido pelo conjunto dos seus conselheiros e dos chefes seus aliados, guiados por um ou mais “chefes espirituais” que interpretavam os “sinais” enviados pelos espíritos ancestrais da tribo.

O primeiro europeu a tomar contacto com a cidade de Grande Zimbabwe, capital de Monomotapa, teria sido o navegador e explorador Português Sancho de Tovar.

Este Estado africano possuía ricas minas de ouro. O ouro teria sido a razão pela qual os portugueses engendraram a conquista do território, empenhado pelos moradores em troca das mercadorias que estes ofereciam e, num primeiro momento, justificou a manutenção lusa no atual território moçambicano, a partir de Sofala.

As origens da dinastia governante remontam à primeira metade do século XV.De acordo com a tradição oral, o primeiro “mwene” foi príncipe guerreiro de um reino Shona ao sul, chamado Nyatsimba Mutota, enviado para encontrar novas fontes de sal, ao norte. O Príncipe Mutota encontrou o sal entre os Tavara, uma subdivisão do Shona, que eram notórios caçadores de elefantes. Foram então conquistados, e sua capital estabelecida a 358 km ao norte do Grande Zimbábue no Monte Fura pelo Zambezi.


Wikipédia

Etiópia

Etiópia situa-se no chamado “chifre da África”, confinando com a Eritréia, Djibuti, Somália, Quênia e Sudão.
O país tem uma extensão de pouco mais de 1 milhão de km2 e população de 70 milhões de habitantes, com renda per capita de US$ 94.
A capital e principal cidade é Adis Abeba, com 2,6 milhões de habitantes.

Nome oficial: República Federal Democrática da Etiópia (Ityjopya).
Nacionalidade: Etíope.
Data nacional: 28 de maio (Dia da Pátria).
Capital: Adis-Abeba.
Cidades principais: Adis-Abeba (2.112.737), Dire Dawa (164.851), Harrar (131.139), Nazret (127.842), Gonder (112.249) (1994).
Idioma: amárico (oficial), inglês, línguas regionais.
Religião: cristianismo 57% (ortodoxos etíopes 52,5%, outros cristãos 4,5%), islamismo 31,4%, religiões tradicionais 11,4%, outras 0,2% (1980).
História

Conta a lenda que o primeiro imperador da Etiópia foi Menelick, filho do rei Salomão e a rainha de Sabá, é por isso que os monarcas etíopes se denominavam “negus” cujo significado é “Rei dos reis”.
No século XI a.C. os etíopes ou abisínios conseguem livrar-se do domínio dos faraós egípcios que até então tinham padecido. Também os persas quiseram dominar este povo, e os tolomeos egípcios e os romanos, sem conseguir.
Acredita-se que o império etíope surgiu no século III a.C. com a destruição do porto de Adulis que fez com que as pessoas habitassem e se instalassem em Axum, o qual já no século I de nossa era estava considerado como um dos quatro reinos mais importantes do mundo.
No século IV o rei Ezana converte-se ao cristianismo e com ele seu povo. Os árabes submetem, três séculos depois, à parte oriental do país introduzindo o Islão.
O império abisínio recupera seu poder no século XII com Lalibela e no século XV com Zara Yacob. É neste século, quando os portugueses vão para o país procurando o místico Reino do Preste João. Dessa data até o século XIX as tentativas de conquista por parte de europeus e egípcios fracassam, porém, os italianos conseguem ocupar o território da Eritréia.


Século XX
Em 1923 o imperador Hailé Selassi I consegue que o país faça parte da Sociedade das Nações.
Os italianos conseguem no finalmente, o território etíope com a invasão das tropas fascistas de Mussolini e em 9 de maio de 1936, o rei Vítor Manuel III é proclamado imperador da Etiópia, sendo incorporado o país à África Oriental italiana. Durante a Segunda Guerra Mundial as tropas italianas são vencidas pelos aliados, sendo reposto no trono o rei Hailé Selassie, que em 1955 converte seu regime absolutista em constitucional.
Em 1963 o monarca junto a outros dirigentes africanos fundam a Organização da Unidade Africana, cuja sede fica permanentemente estabelecida na Etiópia.
Em 1974 Hailé Selassie é deposto pelo exército e seu próprio filho, Asfa Wossen, sendo imposto um governo militar provisório que dissolve o Parlamento. Um ano depois a monarquia é abolida e em 1977 Haile Mariam é nomeado Chefe do Estado; dois anos mais tarde o mesmo anuncia a formação de um partido único marxista-leninista.
Em 1985 o país sofre uma grave seca que faz precisa a ajuda humanitária do mundo todo. Em 1986 surge uma nova constitução, enquanto que os movimentos revolucionários vão ganhando posição.
Em 1991 os rebeldes da Forças Populares Democráticas Revolucionárias tomam Gondar e Gojam, em 20 de maio Haile Mariam foge do país refugiando-se em Zimbabue. Em 28 desse mesmo mês o governo entrega a capital, Adis Abeba aos rebeldes, que reunem aos membros dos diferentes partidos políticos democráticos formando um governo provisório até a celebração de eleições livres. Cria-se também um Conselho de Representantes com faculdade para nomear um presidente interino e uma comissão encarregada de redigir a nova constituição. Em julho é eleito, como Presidente do Governo e Chefe do Estado, Zeles Menawi.
Em janeiro de 1993 nomea-se Chefe do Governo a Layne Tamirat e em 3 de maio de 1993 é reconhecida a independência da Eritréa.
Na atualidade o país está dividido politicamente em 4 regiões autonômas e 25 regiões administrativas. Em outubro de 1996 é nomeado presidente Lennart Meri e primeiro ministro Tiit Vahi (cargo que exerce desde o ano 1995).

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/etiopia/etiopia.php

Núbia

A Núbia é a região situada no vale do rio Nilo que atualmente é partilhada pelo Egito e pelo Sudão mas onde, na antiguidade se desenvolveu o que se pensa ser a mais antiga civilização mulata de África (baseada na civilização anterior do Alto Egito, e tanto que Napata antes de ser a capital da Núbia independente da sua metropole colonial egipcia, era uma mera colonia egipcia ao sul de Assuã anexada durante o Médio Império; aparente os Núbios eram filhos de colonos sul-egipcios com escravas niloticas), que deu origem ao reino de Kush, que existiu entre o 3º milénio antes de Cristo e o século IV da nossa era. Este reino foi então dominado pelo reino de Axum e aparentemente, os núbios formaram novos pequenos estados fora da região ocupada. Um deles, Makuria tornou-se preponderante na região, assinando um pacto com o Egito islâmico para conservar a sua religião cristã (copta), que conservou até ao século XIV, quando foi finalmente submetida aos árabes dominantes, mais precisamente dominada pelos Turcos Mamelucos por volta de 1315. Eles impuseram sua religião muçulmana e colocaram no poder um príncipe Núbio convertido ao Islã.
No entanto, a parte sul conservou-se independente, como o reino de Sennar, até ao século XIX, quando o Reino Unido ocupou a região. Com a independência dos atuais estados africanos, os núbios ficaram divididos entre o Egipto e o Sudão.
Nesta região, na grande curva do Nilo, na parte sudanesa, encontram-se as ruínas das cidades de Napata, perto do monte Gebel Barkal, e Meroe que foram inscritos pela UNESCO, em 2003, na lista do Património Mundial.

Wikipédia

Os Impérios Africanos

Império de Gana
Entre os séculos 4 e11, era conhecido como o Império do Ouro. Seu povo dominava técnicas de mineração e usava instrumentos como a bateia, importante para o avanço do ciclo do ouro no Brasil. O clima úmido da região favorecia o desenvolvimento da agricultura e da pecuária

Império de Mali
Expandiu-se por volta do século 12. As cidades de Tumbuctu, Gao e Djene eram importantes centros universitários e culturais. O povo Dogon, que habitava a região, registrou em monumentos as luas de Júpiter, os anéis de Saturno e a estrutura espiral da Via-Láctea, observações feitas a partir do século 17, na Europa

Império de Songai
Nos séculos 14 e 15, se sobrepôs ao Império de Mali. Técnicas de plantio e de irrigação por canais foram aperfeiçoadas e vieram para o Brasil juntamente com os negros escravizados. Esses saberes favoreceram a expansão da agricultura, principalmente durante os ciclos da cultura de cana-de-açúcar e do café

Civilização Yorubá
Desenvolveu-se a partir do século 11. Os povos dominavam técnicas de olaria, tecelagem, serralheria e metalurgia do bronze, utilizando a técnica da cera perdida (molde de argila que serve de receptáculo para o metal incandescente). A capital, Oyo Benin, era dividida em quarteirões especializados (curtume, fundição etc.)

Reino do Congo
Já no final do século 16, os habitantes dessa região eram especialistas em forjar ferro e cobre para produção de ferramentas. Introduziram na nossa lavoura a enxada, uma espécie de arado e diversos tipos de machados, que serviam tanto para cortar madeira como para uso em guerras

Vale da Grande Fenda
Foi aqui que as linhagens do macaco e do homem se separaram. Há 2 milhões de anos, essa era a única área habitada por nossos ancestrais. O Homo erectus partiu para a Europa e a Ásia, mas os que continuaram nessa região se transforamaram em sapiens, que posteriormente povoaram o mundo.

Fontes: Douglas Verrangia, Jorge Euzébio Assumpção, Scientific American, edição especial no11 Etnomatemática, site Mathematicians of the African Diaspora.