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CARTILHA HERÓIS NEGROS DO BRASIL PARA BAIXAR GRÁTIS

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Chico Rei

Ministro Edson Santos

Gente que faz sucesso

Gente de Sucesso

revista afroonline.com

Malcolm X

Malcolm Little passou para a história como um dos grandes líderes dos negros norte-americanos com o nome de Malcolm X. Sua infância e adolescência foram marcadas pela violência característica dos guetos pobres norte-americanos. Quando tinha apenas seis anos e brincava pelas ruas de Omaha, o seu pai, Earl Little, foi assassinado.

Após sofrer brutal espancamento, Earl teve o seu corpo atirado em uma linha de trem. A mãe de Malcolm, por sua vez, estava em tratamento num hospital psiquiátrico, de modo que ele e seus sete irmãos foram parar em orfanatos. Pouco tempo mais tarde, com uma irmã mais velha, foi morar em Boston. Depois, mudou-se para o Harlem, bairro de maioria negra em Nova York.

Na adolescência, Malcolm trabalhou como engraxate. Escapou do serviço militar fingindo-se de “louco”. Na mesma época, começou a praticar pequenos furtos no Harlem e envolveu-se com o tráfico de maconha. Com mais três amigos, todos muito pobres, passou a assaltar residências, até que acabou sendo preso, em 1946.

Na prisão ocorreu a grande transformação na vida de Malcolm X. Passou a estudar o islamismo, convertendo-se aos ensinamentos de Elijah Muhammed, líder da “Nação do Islã”, organização que congregava os negros muçulmanos dos Estados Unidos. Ao sair da cadeia, em 1952, Malcolm X transformou-se em um dos mais carismáticos líderes negros de seu país.

Enquanto Martin Luther King apostava na resistência pacífica como arma para enfrentar o racismo e a segregação, Malcolm X defendia a separação das raças, a independência econômica e a criação de um Estado autônomo para os negros. Ao lado de Elijah Muhammed, viajou pelos principais Estados norte-americanos para pregar as suas idéias e defender a libertação dos negros.

O projeto não foi à frente, mas deu ainda mais fama ao ativista. Em 1964, já casado, fundou a organização “Muslim Mosque Inc.” e, mais tarde, a “Afro-American Unity”. Um ano antes, após uma viagem para Meca, cidade sagrada dos muçulmanos, mudou o seu nome para Al Hajj Malik Al-Habazz. A partir daí, passou a defender uma posição conciliatória em relação aos brancos, fato que o deixou isolado, sobretudo quanto ao islamismo afro-americano.

No dia 21 de fevereiro de 1965, quando discursava no Harlem, Malcolm X foi assassinado com 13 tiros, ao lado de sua mulher Betty, que estava grávida, e de suas quatro filhas. A polícia não encontrou provas, mas suspeitou da participação da “Nação do Islã” no crime.

As idéias de Malcolm X foram muito divulgadas principalmente nos anos 70, por movimentos negros como o “Black Power” e “Panteras Negras”. A vida do ativista norte-americano também se transformou em documentários e filmes, sendo “Malcolm X”, dirigido por Spike Lee, em 1992, o mais famoso


Garrincha

Manuel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha ou simplesmente Garrincha, (Pau Grande, 18 de outubro de 1933 — Rio de Janeiro, 20 de janeiro de 1983) foi um futebolista brasileiro que se notabilizou por seus dribles desconcertantes apesar do fato de ter suas pernas tortas. É considerado entre os especialistas de futebol como um dos maiores jogadores da história do futebol em todos os tempos. No auge de sua carreira, passou a assinar Manuel Francisco dos Santos, em homenagem a um tio homônimo, que muito o ajudou.
De origem humilde, com quinze irmãos na família, Manuel Francisco dos Santos era natural de Pau Grande, distrito de Magé (Rio de Janeiro). Sua irmã o teria apelidado de Garrincha, fazendo uma associação com um passarinho muito comum na região serrana de Petrópolis, conhecido por este nome.
Garrincha, “O Anjo de Pernas Tortas”, foi um dos heróis da conquista da Copa do Mundo de 1958 e, principalmente, da Copa do Mundo de 1962 quando, após a contusão de Pelé, se tornou o principal jogador do time brasileiro. Com Garrincha e Pelé jogando juntos, a Seleção jamais perdeu uma partida sequer. A força do seu carisma ficou marcada rapidamente nas palavras do grande poeta de Itabira, Carlos Drummond de Andrade, numa belíssima crônica publicada no Jornal do Brasil.

Wikipédia

Agostinho Neto

Agostinho Neto nasceu na aldeia de Kaxicane, região de Icolo e Bengo, a cerca de 60 km de Luanda. O pai era pastor e professor da Igreja Metodista e, a sua mãe, era igualmente professora.
Após ter concluído o curso liceal em Luanda, trabalhou nos serviços de saúde e viria a tornar-se rapidamente uma figura proeminente do movimento cultural nacionalista que, durante os anos quarenta, conheceu uma fase de vigorosa expansão em Angola.

Decidido a formar-se em Medicina, embarca para Portugal em 1947 e matricula-se na Faculdade de Medicina de Coimbra, e posteriormente na de Lisboa. Dois anos depois da sua chegada à Portugal, foi-lhe concedida uma bolsa de estudos pelos Metodistas Americanos.
Envolve-se desde muito cedo em atividades políticas sendo preso em 1951, quando reunia assinaturas para a Conferência Mundial da Paz em Estocolmo. Após a sua libertação, retoma as atividades politicas e torna-se representante da Juventude das colônias portuguesas junto do Movimento da Juventude Portuguesa, o MUD juvenil. E foi no discurso de um comício de estudantes a que assistiam operários e camponeses que a PIDE o prendeu pela segunda vez, em Fevereiro de 1955 só vindo a ser posto em liberdade em Junho de 1957.

Por altura da sua prisão em 1955 veio ao lume um opúsculo com poemas seus, que denunciavam as amargas condições de vida do Povo angolano.

Em 1958, Agostinho Neto licenciou-se em Medicina e, casou com Maria Eugênia, no próprio dia em que concluiu o curso. Neste mesmo ano, foi um dos fundadores do clandestino Movimento Anticolonial (MAC), que reunia patriotas oriundos das diversas colônias portuguesas.

Uma manifestação pacífica realizada na aldeia natal de Neto em protesto contra a sua prisão foi recebida pelas balas da polícia. Trinta mortos e duzentos feridos foi o balanço do que passou a designar-se pelo Massacre de Icolo e Bengo. Receando as consequências que podiam advir da sua presença em Angola, mesmo encontrando-se preso, os colonialistas transferiram Neto para uma prisão de Lisboa e, mais tarde enviaram-no para Cabo Verde, para Santo Antão e, depois para Santiago, onde continuou a exercer a medicina sob constante vigilância política.

Sob forte pressão, interna e externa, as autoridades fascistas viram-se obrigadas a libertar Neto em 1962, fixando-lhe residência em Portugal.

Agostinho Neto regressa a Luanda no dia 4 de Fevereiro de 1975, sendo alvo da mais grandiosa manifestação popular de que há memória em Angola
Agostinho Neto que na África de expressão portuguesa é comparável à Léopold Senghor na África de expressão francesa. foi um esclarecido homem de cultura para quem as manifestações culturais tinham de ser, antes de mais, a expressão viva das aspirações dos oprimidos, armas para a denúncia de situações injustas, instrumento para a reconstrução da nova vida.

(Kaxicane 17 de Setembro de 1922, – Moscovo 1997)

 
Fontes: http://www2.ebonet.net/MPLA/bio_aneto.htm#top
Bibliografia:
Quatro Poemas de Agostinho Neto, 1957, Póvoa do Varzim, e.a.;
Poemas, 1961, Lisboa, Casa dos Estudantes do Império;
Sagrada Esperança, 1974, Lisboa, Sá da Costa (inclui os poemas dos dois primeiros livros);
A Renúncia Impossível, 1982, Luanda, INALD (edição póstuma
Fonte: http://www.lusofoniapoetica.com/index.php/content/category/6/38/299/

Chiquinha Gonzaga

Francisca Edwiges Neves Gonzaga era filha do militar José Basileu Neves Gonzaga e da mulata Rosa Maria de Lima. Ganhou um piano de seu pai aos 9 anos e compôs a sua primeira música aos 11 anos.

Casou-se com o oficial da Marinha Mercante Jacinto Ribeiro do Amaral aos 13 anos. Aos 16, nasceu o primeiro filho, João Gualberto. No ano seguinte, teve Maria.

Três anos depois, já seduzida pela música, decidiu separar-se do marido, o que provocou o rompimento das relações com o seu pai.

Chiquinha passou a viver com João Baptista de Carvalho, um bon-vivant com quem teve a filha Alice Maria. Em 1876, o casal decidiu mudar-se para o interior de Minas Gerais. Ao surpreender o amado com outra mulher, Chiquinha deixou-o, com a filha, que ainda não havia completado um ano, e partiu de vez para a carreira artística, compondo e dando aulas para se sustentar.

O flautista Antônio da Silva Calado a introduziu nas rodas de chorões do Rio de Janeiro. Num desses encontros de músicos, em 1877, ela compôs, de improviso, a polca “Atraente”, seu primeiro sucesso. Depois musicou operetas e dirigiu concertos, tornando-se a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.

Além da música, Chiquinha participava ativamente do movimento pela libertação dos escravos. Vendia de porta em porta suas partituras, a fim de angariar fundos para a causa. Com o dinheiro que conseguiu ao vender a partitura de sua música “Caramuru”, Chiquinha Gonzaga comprou, em 1888, a alforria do escravo e músico José Flauta, antecipando-se poucos meses à Lei Áurea. Foi também uma participante ativa da campanha pela proclamação da República.

Em 1897, compôs o tango “Gaúcho”, lançado na peça “Zizinha Maxixe”, de Machado Careca que, quatro anos mais tarde, faria uma letra para a composição, que passaria a se chamar “Corta-Jaca”. Essa música fez tanto sucesso que foi incluída na revista luso-brasileira Cá e Lá, encenada em Portugal e executada numa audição no Palácio do Catete, feita por Nair de Tefé, a esposa do presidente . O evento foi considerado uma quebra de protocolo e um escândalo nas altas esferas do poder brasileiro.

Enquanto ouvia o ensaio do Cordão Rosa de Ouro, no Andaraí, em 1899, Chiquinha compôs a sua primeira marcha carnavalesca, “Ó Abre Alas”. Em 1902, fez uma viagem à Europa, mudando-se para Lisboa em 1906. Voltou acompanhada por João Batista (Joãozinho Gonzaga), um rapaz 36 anos mais jovem, que havia conhecido ainda no Rio.

Em 1912, Chiquinha assistiu à estréia de “Forrobodó”, opereta que musicara, escrita por Luiz Peixoto e Carlos Bittencourt. Três anos depois, Chiquinha musicou a peça “A Sertaneja”, de Viriato Correia.
Participou da fundação da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT), em 1917, e lançou campanha de fundos destinados à construção de uma nova sepultura para Francisco Manuel da Silva, compositor do Hino Nacional Brasileiro, dois anos depois.

Em 1933, aos 85 anos, escreveu sua última partitura, “Maria”.
Chiquinha morreu em 1935. Durante a sua vida, musicou aproximadamente 77 peças de teatro. Sua obra reúne mais de 2.000 composições, entre valsas, polcas, tangos, maxixes, lundus, fados, serenatas, músicas sacras. Entre suas inesquecíveis criações estão “Ó Abre Alas”, “Atraente”, “Casa de caboclo”, “Faceiro”, “Falena” e “Lua branca”, entre outras.

Nelson Mandela

Introdução

Nelson Rolihlahla Mandela é um importante líder político da África do Sul, que lutou contra o sistema de apartheid no país. Nasceu em 18 de julho de 1918 na cidade de Qunu (África do Sul). Mandela, formado em direito, foi presidente da África do Sul entre os anos de 1994 e 1999. 

Luta contra o apartheid

O apartheid, que significa “vida separada”, era o regime de segregação racial existente na África do Sul, que obrigava os negros a viverem separados. Os brancos controlavam o poder, enquanto o restante da população não gozava de vários direitos políticos, econômicos e sociais.

Ainda estudante de Direito, Mandela começou sua luta contra o regime do apartheid. No ano de 1942, entrou efetivamente para a oposição, ingressando no Congresso Nacional Africano (movimento contra o apartheid). Em 1944, participou da fundação, junto com Oliver Tambo e Walter Sisulu, da Liga Jovem do CNA.

Durante toda a década de 1950, Nelson Mandela foi um dos principais membros do movimento anti-apartheid. Participou da divulgação da “Carta da Liberdade”, em 1955, documento pelo qual defendiam um programa para o fim do regime segregacionista.

Mandela sempre defendeu a luta pacífica contra o apartheid. Porém, sua opinião mudou em 21 de marco de 1960. Neste dia, policiais sul-africanos atiraram contra manifestante negros, matando 69 pessoas. Este dia, conhecido como “O Massacre de Sharpeville”, fez com que Mandela passasse a defender a luta armada contra o sistema.

Em 1961, Mandela tornou-se comandante do braço armado do CNA, conhecido como “Lança da Nação”. Passou a buscar ajuda financeira internacional para financiar a luta. Porém, em 1962, foi preso e condenado a cinco anos de prisão, por incentivo a greves e viagem ao exterior sem autorização. Em 1964, Mandela foi julgado novamente e condenado a prisão perpétua por planejar ações armadas.

Mandela permaneceu preso de 1964 a 1990. Neste 26 anos, tornou-se o símbolo da luta anti-apartheid na África do Sul. Mesmo na prisão, conseguiu enviar cartas para organizar e incentivar a luta pelo fim da segregação racial no país. Neste período de prisão, recebeu apoio de vários segmentos sociais e governos do mundo todo.

Com o aumento das pressões internacionais, o então presidente da África do Sul, Frederik de Klerk solicitou, em 11 de fevereiro de 1990, a libertação de Nelson Mandela e a retirada da ilegalidade do CNA (Congresso Nacional Africano). Em 1993, Nelson Mandela e o presidente Frederik de Klerk dividiram o Prêmio Nobel da Paz, pelos esforços em acabar com a segregação racial na África do Sul.

Em 1994, Mandela tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul. Governou o país até 1999, sendo responsável pelo fim do regime segregacionista no país e também pela reconciliação de grupos internos.

Com o fim do mandato de presidente, Mandela afastou-se da política dedicando-se a causas de várias organizações sociais em prol dos direito humanos. Já recebeu diversas homenagens e congratulações internacionais pelo reconhecimento de sua vida de luta pelos direitos sociais.

Algumas frases de Nelson Mandela

– “Sonho com o dia em que todas as pessoas levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos.”
– “Uma boa cabeça e um bom coração formam uma formidável combinação.”
– “Não há caminho fácil para a Liberdade.”
– “A queda da opressão foi sancionada pela humanidade, e é a maior aspiração de cada homem livre.”
– “A luta é a minha vida. Continuarei a lutar pela liberdade até o fim de meus dias.”
– “A educação é a arma mais forte que você pode usar para mudar o mundo.” 

Dia Internacional de Nelson Mandela

– A partir de 2010, será celebrado em 18 de julho de cada ano o Dia Internacional de Nelson Mandela. A data foi definida pela Assembléia Geral da ONU e corresponde ao dia de seu nascimento.

http://www.suapesquisa.com/

Juliano Moreira

Nascido em Salvador, em 1873, Juliano Moreira foi uma grande referência da medicina brasileira. Formou-se em medicina e cirurgia em 1891, doutorando-se com a tese “Etiologia da Sífilis Maligna Precoce”, ganhando nota máxima da banca examinadora da faculdade da Bahia, onde foi, durante algum tempo, professor assistente de clínica médica. No Rio de Janeiro, foi nomeado diretor do Hospital Nacional dos Alienados. Com seus esforços junto ao Ministério do Interior conseguiu a aprovação de uma lei de assistência aos doentes mentais.
Realizou uma grande reforma no Hospital Nacional, renovando-o, ampliando-o e aplicando métodos inovadores no tratamento psiquiátrico.Por esse trabalho foi nomeado diretor geral da assistência a psicopatas onde permaneceu por vinte e oito anos.
Sua atuação no campo da pesquisa científica foi notável: na Sociedade de Medicina e Cirurgia Baiana, nascida por sua inspiração, pesquisou sobre doenças como o botão endêmico ou botão-de-Biska, doença endêmica crônica, de tipo granulomatoso e ulcerativo, observada principalmente no norte da África, daí seu segundo nome, alusão a uma cidade da Argélia. Sua pesquisa ajudou na identificação dessa doença no Brasil.
Juliano Moreira, durante sua brilhante carreira intelectual, publicou mais de uma centena de títulos entre trabalhos científicos e de outra natureza, temos em destaque: Assistência aos Alienados no Brasil (1906), Lês maladies mentales au Brésil (1907), A contribution to the study of dementia paralítica in Brazil (1907) e A evolução da medicina brasileira (1908). Seus trabalhos tiveram reconhecimento internacional. Juliano Moreira foi membro de inúmeras instituições científicas internacionais como: a Antropolegische Gesellchaft, de Munique; a Société de Médicine, de Paris; a Médico-Legal Society, de Nova York; e a Médico- Psychological Association, de Londres.
O Hospital Colonial Juliano Moreira, em Jacarepaguá, é uma homenagem à trajetória vitoriosa desse afro-brasileiro em prol da medicina no Brasil.

Chica da Silva

Francisca da Silva de Oliveira, ou simplesmente Chica da Silva, foi uma escrava, posteriormente alforriada, que viveu no arraial do Tijuco, atual Diamantina, Minas Gerais, durante a segunda metade do século XVIII. Manteve durante mais de quinze anos uma união consensual estável com o rico contratador dos diamantes João Fernandes de Oliveira tendo com ele treze filhos. O fato de uma escrava alforriada ter atingido posição destaque na sociedade local durante o apogeu da exploração de diamantes deu origem a diversos mitos.

De acordo com a imaginação popular e várias obras de ficção, Chica da Silva foi uma escrava que se fez rainha utilizando sua beleza e apetite sexual invulgares para seduzir pessoas poderosas, entre as quais João Fernandes, cuja fortuna dizia-se ser maior do que a do rei de Portugal.


 

Biografia

Era filha da escrava Francisca da Silva e de um português chamado Antônio Caetano de Sá. A sua certidão de batismo foi registrada no arraial de Milho Verde, na cidade de Serro Frio, atual município do Serro, Minas Gerais. Segundo a maior parte dos autores, sua mãe era africana da Costa da Mina, embora outros digam que ela era crioula da Bahia.

Foi escrava do sargento-mor Manuel Pires Sardinha, médico e proprietário de lavras no arraial do Tijuco. Nesta época teve pelo menos um filho, Simão Pires Sardinha, nascido em 1751, que teve como padrinho de batismo o então Capitão dos Dragões do Distrito Diamantino, Simão da Cunha Pereira, em homenagem ao qual recebeu o nome. O registro de batismo deste filho não declara a sua paternidade, mas Manuel Pires Sardinha deu-lhe alforria e nomeou-o como um de seus herdeiros no seu testamento, daí o uso do mesmo sobrenome.

Em seguida, Chica da Silva foi vendida ou dada como escrava a José da Silva e Oliveira Rolim, o padre Rolim. Este personagem foi, posteriormente, condenado a prisão pela importante participação que teve na Inconfidência Mineira. Também veio a viver com Quitéria Rita, uma das filhas de Chica da Silva e João Fernandes.

Pouco tempo depois, em 1753, João Fernandes de Oliveira chegou ao arraial do Tijuco para assumir a função de contratador dos diamantes, que vinha sendo exercida por seu pai homônimo desde 1740. Em 1754, Chica da Silva foi adquirida, ou alforriada, pelo novo contratador de diamantes João Fernandes com o qual passou a viver sem que nunca tenham se casado oficialmente.
O casal Chica da Silva e João Fernandes teve treze filhos durante os quinze anos em que conviveu.

Os amantes separaram-se em 1770, quando João Fernandes necessitou retornar a Portugal para prestar contas de sua administração à frente do Contrato dos Diamantes e para cuidar de receber os bens deixados em testamento pelo pai. Ao partir, João Fernandes levou consigo os seus quatro filhos homens.

Chica da Silva ficou no arraial do Tijuco com as filhas e a posse das propriedades deixadas por João Fernandes, o que lhe garantiu uma vida confortável. Suas filhas receberam a melhor educação que se dava às moças da aristocracia local naquela época.

Apesar de ser uma concubina, Chica da Silva alcançou prestígio na sociedade local e usufruiu das regalias privativas das senhoras brancas.

Faleceu em 1796. Como era costume na época, Chica da Silva tinha o direito de ser sepultada dentro da igreja de qualquer uma das quatro irmandades a que pertencia. Foi sepultada dentro da igreja de São Francisco de Assis pertencente a mais importante irmandade local, um privilégio quase que exclusivo dos brancos ricos, o que demonstra que mantinha a condição social mais alta mesmo vários anos após a partida de João Fernandes para Portugal.

Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839. Filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José de Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis, aquele que viria a tornar-se o maior escritor do país e um mestre da língua, perde a mãe muito cedo e é criado pela madrasta, Maria Inês, também mulata, que se dedica ao menino e o matricula na escola pública, única que freqüentará o autodidata Machado de Assis.
Aos 16 anos, publica em 12-01-1855 seu primeiro trabalho literário, o poema “Ela”, na revista Marmota Fluminense, de Francisco de Paula Brito. A Livraria Paula Brito acolhia novos talentos da época, tendo publicado o citado poema e feito de Machado de Assis seu colaborador efetivo.
Com 17 anos, consegue emprego como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional, e começa a escrever durante o tempo livre.  Conhece o então diretor do órgão, Manuel Antônio de Almeida, autor de Memórias de um sargento de milícias, que se torna seu protetor.
Começa a publicar obras românticas e, em 1859, era revisor e colaborava com o jornal Correio Mercantil. Em 1860, a convite de Quintino Bocaiúva, passa a fazer parte da redação do jornal Diário do Rio de Janeiro. Além desse, escrevia também para a revista O Espelho (como crítico teatral, inicialmente).
Seu primeiro livro foi impresso em 1861, com o título Queda que as mulheres têm para os tolos, onde aparece como tradutor. 
Publica seu primeiro livro de poesias em 1864, sob o título de Crisálidas.
Seu primeiro romance, Ressurreição, foi publicado em 1872. 
No O Globo de então (1874), jornal de Quintino Bocaiúva, começa a publicar em folhetins o romance A mão e a luva. Escreveu crônicas, contos, poesias e romances para as revistas O Cruzeiro, A Estação e Revista Brasileira.
Em 1881 publica um livro extremamente original , pouco convencional para o estilo da época: Memórias Póstumas de Brás Cubas — que foi considerado, juntamente com O Mulato, de Aluísio de Azevedo, o marco do realismo na literatura brasileira.
Grande amigo do escritor paraense José Veríssimo, identificou-se com a idéia de Lúcio de Mendonça de criar uma Academia Brasileira de Letras. no dia 28 de janeiro de 1897, quando se instalou a Academia, foi eleito presidente da instituição, cargo que ocupou até sua morte, ocorrida no Rio de Janeiro em 29 de setembro de 1908.

É o fundador da cadeira nº. 23, e escolheu o nome de José de Alencar, seu grande amigo, para ser seu patrono.
Por sua importância, a Academia Brasileira de Letras passou a ser chamada de Casa de Machado de Assis.

Projeto Releitura – Arnaldo Nogueira Jr

André Rebouças

André Rebouças, baiano de Cachoeira, nascido em 1838, formou-se em engenharia, ciências físicas e matemática, na escola Militar do Rio de Janeiro, onde posteriormente, foi professor. Sua carreira foi marcada por grandes conquistas tecnológicas como a construção pioneira de docas no Rio de Janeiro, na Bahia, em Pernambuco e no Maranhão; implantou junto com seu irmão, o também engenheiro Antônio Rebouças, o sistema de abastecimento de água do Rio de Janeiro- Realizações que o posicionaram como uma das maiores autoridades brasileiras em engenharia hidráulica. O túnel Rebouças que liga a zona Norte à zona Sul do Rio de Janeiro é uma homenagem ao seu trabalho e ao de seu irmão pelo desenvolvimento da engenharia no Brasil.
Além da contribuição no campo científico-tecnológico, André Rebouças foi um dos principais militantes do movimento abolicionista e responsável por diversos artigos contra a escravidão. Foi também um estudioso da questão agrária e a sua conexão com o processo de inclusão social dos ex-escravos, chegando a escrever um projeto de legislação que previa o assentamento de ex-escravos em terras do Império e iniciativas educacionais para a inserção desses na sociedade. André Rebouças morreu tragicamente em 1898, na Ilha da Madeira, quando estava no exílio, após a queda do Imperador D. Pedro II, que era seu amigo.


                                                         André Rebouças

Zumbi

Vinte de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra. A data – transformada em Dia Nacional da Consciência Negra pelo Movimento Negro Unificado em 1978 – não foi escolhida ao acaso, e sim como homenagem a Zumbi, líder máximo do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695.
O Quilombo dos Palmares foi fundado no ano de 1597, por cerca de 40 escravos foragidos de um engenho situado em terras pernambucanas. Em pouco tempo, a organização dos fundadores fez com que o quilombo se tornasse uma verdadeira cidade. Os negros que escapavam da lida e dos ferros não pensavam duas vezes: o destino era o tal quilombo cheio de palmeiras.
Com a chegada de mais e mais pessoas, inclusive índios e brancos foragidos, formaram-se os mocambos, que funcionavam como vilas. O mocambo do macaco, localizado na Serra da Barriga, era a sede administrativa do povo quilombola. Um negro chamado Ganga Zumba foi o primeiro rei do Quilombo dos Palmares.
Alguns anos após a sua fundação,o Quilombo dos Palmares foi invadido por uma expedição bandeirante. Muitos habitantes, inclusive crianças, foram degolados. Um recém-nascido foi levado pelos invasores e entregue como presente a Antônio Melo, um padre da vila de Recife.
O menino, batizado pelo padre com o nome de Francisco, foi criado e educado pelo religioso, que lhe ensinou a ler e escrever, além de lhe dar noções de latim, e o iniciar no estudo da Bíblia. Aos 12 anos o menino era coroinha. Entretanto, a população local não aprovava a atitude do pároco, que criava o negrinho como filho, e não como servo.
Apesar do carinho que sentia pelo seu pai adotivo, Francisco não se conformava em ser tratado de forma diferente por causa de sua cor. E sofria muito vendo seus irmãos de raça sendo humilhados e mortos nos engenhos e praças públicas. Por isso, quando completou 15 anos, o franzino Francisco fugiu e foi em busca do seu lugar de origem, o Quilombo dos Palmares.
Após caminhar cerca de 132 quilômetros, o garoto chegou à Serra da Barriga. Como era de costume nos quilombos, recebeu uma família e um novo nome. Agora, Francisco era Zumbi. Com os conhecimentos repassados pelo padre, Zumbi logo superou seus irmãos em inteligência e coragem. Aos 17 anos tornou-se general de armas do quilombo, uma espécie de ministro de guerra nos dias de hoje.
Com a queda do rei Ganga Zumba, morto após acreditar num pacto de paz com os senhores de engenho, Zumbi assumiu o posto de rei e levou a luta pela liberdade até o final de seus dias. Com o extermínio do Quilombo dos Palmares pela expedição comandada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, em 1694, Zumbi fugiu junto a outros sobreviventes do massacre para a Serra de Dois Irmãos, então terra de Pernambuco.
Contudo, em 20 de novembro de 1695 Zumbi foi traído por um de seus principais comandantes, Antônio Soares, que trocou sua liberdade pela revelação do esconderijo. Zumbi foi então torturado e capturado. Jorge Velho matou o rei Zumbi e o decapitou, levando sua cabeça até a praça do Carmo, na cidade de Recife, onde ficou exposta por anos seguidos até sua completa decomposição.
“Deus da Guerra”, “Fantasma Imortal” ou “Morto Vivo”. Seja qual for a tradução correta do nome Zumbi, o seu significado para a história do Brasil e para o movimento negro é praticamente unânime: Zumbi dos Palmares é o maior ícone da resistência negra ao escravismo e de sua luta por liberdade. Os anos foram passando, mas o sonho de Zumbi permanece e sua história é contada com orgulho pelos habitantes da região onde o negro-rei pregou a liberdade.

 por E. M. Nações Unidas as 10.11.06 #

Teodoro Sampaio

Nascido em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, em 1855, filho da escrava Domingas da Paixão e do senhor de engenho Francisco Antônio da Costa Pinto, pai que nunca o legitimou. Na falta do pai, sua instrução foi assumida pelo tio, comendador  Manuel Lopes da Costa Pinto, que o enviou para São Paulo e, posteriormente, para um colégio interno (Colégio São Salvador) no Rio de Janeiro. No ano de 1877, aos 22 anos de idade, Teodoro Sampaio forma-se na recém-criada Escola Politécnica Fluminense, fazendo-se sócio do Instituto Politécnico Brasileiro.

Volta a Santo Amaro, na Bahia, onde nasceu. Ali, revê a mãe e os irmãos, e comprando, no ano seguinte, a carta de alforria de sua mãe e de seu irmão Martinho, gesto que repete com os irmãos Ezequiel (1882) e Matias (em 1884). Por ser filho de branco, Sampaio nunca fora um escravo.

Posteriormente ele, radica-se em São Paulo, onde inicia a carreira profissional de engenheiro civil.

Na trajetória desse importante intelectual brasileiro constam: a reconstrução do velho prédio da Faculdade de Medicina, no Terreiro de Jesus em Salvador; a sua eleição como Deputado Federal; a publicação de obras importantes como O Tupi na geografia nacional (1901), Atlas dos Estados Unidos do Brasil (1908), A posse do Brasil Meridional, e outros.

 Sua nomeação para diretor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da recém-inaugurada Universidade de São Paulo (USP) foi muito importante para o fortalecimento da principal universidade do país, uma vez que foi responsável pela vinda de grandes intelectuais internacionais para compor o corpo docente da USP.

Solano Trindade

Nasceu no dia 24 de julho de 1908, no bairro de São José, no Recife (PE). Além de poeta, foi pintor, teatrólogo, ator e folclorista. Legítimo poeta da resistência negra por excelência. Em 1930, começa a compor poemas afro-brasileiros. Em1934, participa do I e do II Congresso Afro-Brasileiro, no Recife e Salvador. Em 1936, fundou a Frente Negra Pernambucana e o Centro de Cultura Afro-brasileiro, para divulgação dos intelectuais e artistas negros. Em 1940, transfere-se para Belo Horizonte. Depois chega ao Rio Grande do Sul, fixando-se por um tempo em Pelotas, onde funda com o poeta Balduíno de Oliveira um grupo de arte popular, que não foi avante por causa das enchentes.
Retornou ao Recife em 1941, mas logo foi para o Rio de Janeiro, onde faz sucesso no “Café Vermelhinho”. Em 1945, funda o Comitê Democrático Afro-brasileiro, com Raimundo Souza Dantas, Aladir Custódio e Corsino de Brito. Em 1954, está em São Paulo, criando na cidade de Embu, um pólo de cultura e tradições afro-americanas. Em São Paulo também funda o Teatro Popular Brasileiro – TPB, onde desenvolveu intensa atividade cultural voltada para o folclore e para a denúncia do racismo. Em 1955, viaja para a Europa, com o TPB, onde dá espetáculos de canto e dança. Faleceu no Rio de janeiro, em 19 de fevereiro de 1974. 
Livros
  • Poemas de Uma Vida Simples, Rio de Janeiro, 1944,
  • Cantares do Meu Povo, São Paulo, 1963.

Personalidades Negras

Portal Palmares – tem uma proposta de contar histórias de vidas, de personagens que nos entusiasmam a lutar pela promoção da igualdade entre negros e brancos.
Gente que, com seu suor e suas lágrimas, trabalhou e ainda trabalha muito pela valorização da nossa história.
A história negra real que muitas vezes não é contada nos livros escolares e, devido à nossa falta de memória, se perde com o vento e com as palavras.