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Música que fala dos Orixás – Clara Nunes

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Mitologia X Religião

A mitologia abrange várias civilizações do mundo, como a egípcia, a grega e a romana, entre as mais antigas e conhecidas, assim como as astecas, colombianas, escandinavas, guaranis, maias, africanas, hindus, incas, indianas etc.
Muitos desses mitos se confundem entre as religiões como, deuses africanos e santos católicos, deuses gregos com deuses romanos, o deus Alla muçulmano, Senhor cristão e o Jeová judeu, com o mesmo significado.

 Mitologia Afro-brasileira
Xangô, deus do raio e do trovão, Filho de Iemanjá e de Oxalá. Casou-se com três das suas irmãs míticas: Obá, Iansã e Oxum. Tem por escravo Oxumaré (orixá do arco-íris) e é ajudado por Biri, seu criado que rege as trevas, e Afefe, o vento, seu mensageiro, conduzido por Oiá.
Olorum, deus supremo, origem de todas as coisas, em alguns mitos brasileiros de origem africana. A mitologia africana crê na reencarnação do espírito.

Mitologia Africana
Orixás, divindades da religião africana, principalmente do candomblé de origem ioruba. Simbolizam as forças da natureza. Invocados, encarnam nos médiuns, ou filhos-de-santo. Intermediários entre os devotos e o deus superior Olorum. Da cultura ioruba, o culto estendeu-se para outros grupos de africanos e, hoje, também para a população branca. Os principais orixás são Oxalá, Xangô (raio, trovão), Ogum (guerra, luta), Oxóssi (caça, matos), Iemanjá (águas salgadas, peixes), Oxum (águas doces), Omulu ou Obaluaê (doenças, pestes), Oxumaré (arco-iris), Iansã (ventos, tempestades), Nanã Buruquê (chuva), Ibeji (fecundidade) e Obá. Oxalá é macho e femea, Iemanjá, Obá, Iansã, Oxumaré, Oxum e Nanã são femininos. Os demais são masculinos. Na umbanda são representados por santos católicos.
Unkulunkulu, o deus supremo na tradição xosa e zulu do sul da África.


 No mundo, hoje, temos 6 bilhões de habitantes. Cada um com sua crença, ou incredulidade. É assim mesmo… Deuses para todos os gostos, e através dos tempos, cada um tem o seu deus, acredita do seu jeito. 
O que podemos fazer é entender e respeitar a crença de cada um, não ter preconceito!

Deuses Afro-brasileiros e Greco-romanos

Lenda de Exu

Exu sempre foi ranzinza e encrenqueiro, adorava provocar confusões e fazia brincadeiras que deixavam a todos confusos e irritados. Certa manhã acordou desalentado, afinal quem era ele? Não fazia nada, não tinha poder algum, perambulava pelo mundo sem ter qualquer motivação. Isso não estava correto. Todos os orixás trabalhavam muito e tinham seus campos de atuação bem definidos e para ele nada fora reservado. Essa injustiça ele não iria tolerar. Arrumou um pequeno alforje e colocou o pé no mundo. Iria até o Orun exigir explicações. Depois de muito andar, finalmente chegou ao palácio de Olorun. Tudo fechado. Dirigiu-se aos guardas do portão e exigiu uma audiência com o soberano. Eles riram muito. Quem era aquele infeliz para vir ali e exigir qualquer coisa. Exu ficou enfurecido nem os guardas daquela porcaria de palácio o respeitavam. Passou então a gritar impropérios contra o grande criador. Imediatamente foi preso e jogado em uma cela onde ficou imaginando como sair daquela situação. Já estava arrependido de ter vindo, mas não daria o braço a torcer. Iniciou novamente a gritaria e tanto barulho fez que Olorun decidisse falar com ele. Exu explicou o que o trazia ali, falou da injustiça que se achava vitima e exigiu uma compensação. Pacientemente o pai da criação explicou que todos os orixás eram sérios e compenetrados, mas que ele, Exu, só queria saber de confusões e brincadeiras. Então como ousava tentar se igualar aos companheiros? Que fosse embora e não o aborrecesse mais. Era assim? Não prestava para nada? Era guerra? Resolveu fazer o que mais sabia. Comer! Todos sabiam de sua fome incontrolável desde o nascimento. Desceu do Orun e começou a atacar os reinos dos orixás. Comeu as matas de Oxóssi. Bebeu os rios de Oxum. Palitou os dentes com os raios de Xangô. O mar de Iemanjá era muito grande e ele foi bebendo aos poucos. A terra tornou-se árida e prestes a acabar. Por conta disso todos os orixás correram ao palácio em completo desespero. Exu imediatamente foi preso e arrastado novamente até o Orun, desta vez, porém, sentia-se vitorioso. Exigiu ser tratado com respeito e assumir um lugar no panteão divino. Se assim não fosse, nada devolveria e comeria o restante do mundo. Foi feita então uma reunião para se resolver o grande problema. Olorun não poderia julgar sozinho, todos que ali estavam tinham muito a perder. Depois de muita discussão chegaram a um consenso. Exu seria o mensageiro de todos eles, o contato terreno entre os homens e os deuses. Ele gostou, mas ainda perguntou: – E vou morrer de fome? – Nova discussão. Decidiram então que todos os orixás que recebessem oferendas entregariam uma parte a ele. Exu saiu satisfeito, agora sim tinha a importância que merecia, desceu cantarolando e devolvendo pelo caminho tudo que tinha comido. E a paz voltou a terra, mas ficou o recado: Com Exu ninguém pode!

Lenda de Ibejis

 Xangô e Iansã tiveram filhos gêmeos, os Ibejis.  As crianças eram lindas e cresciam fortes para alegria e orgulho de seus pais.  Houve, porém, na cidade em que viviam, uma peste avassaladora que infectava e matava crianças em poucas horas.
Para desespero de Iansã, um dos gêmeos foi vitima da doença e morreu sem que ninguém pudesse fazer nada para salvá-lo.
Iansã, a partir desse dia, entrou em profunda depressão, a vida já não apresentava motivos para seguir adiante. Soprou o vento que sempre trazia, para longe e já não comandava as grandes tempestades que passaram a destruir de forma implacável todas as terras.  Em um de seus desvarios, arrumou um boneco de madeira e vestindo-o de maneira esmerada, colocou-o num lugar de honra em sua casa. Era o canto sagrado que ninguém podia transpor apenas ela podia ali entrar acompanhada de sua mágoa e dor.
Todos os dias entregava um pequeno presente aos pés da imagem e chorava copiosamente enquanto conversava como se fosse seu pequeno filho. Olorum, ao ver tamanha tristeza, teve tanto dó da mãe sofredora, que uma lágrima pura e límpida caiu de seus olhos exatamente sobre a cabeça do boneco. A pequena gota mágica fez o menino reviver e Iansã teve seu filho de volta.
Ainda hoje os Ibejis com sua alegria infantil. correm pelos jardins do Orum, sempre observados com doçura pelo amoroso olhar materno da grande guerreira.
Oni Beijada! 

Lenda de Xangô

Orixá do trovão e da justiça, protetor dos juízes, advogados, burocratas. Usa roupa branca e vermelha, e coroa na cabeça, pois é rei. Seu fio de contas se faz com essas cores. Dança com um machado duplo na mão (Oxé) e é dono de um instrumento musical usado só para ele: o Xerê, chocalho de latão. A Quarta-feira é seu dia e sua saudação é Kawó-Kabyesilé!

 

Lenda: certa vez, viu-se Xangô acompanhado de seus exércitos frente a frente com um inimigo que tinha ordens de seus superiores de não fazer prisioneiros, as ordens era aniquilar o exército de Xangô, e assim foi feito, aqueles que caiam prisioneiros eram barbaramente aniquilados, destroçados, mutilados e seus pedaços jogados ao pé da montanha onde Xangô estava. Isso provocou a ira de Xangô que num movimento rápido, bate com o seu machado na pedra provocando faíscas que mais pareciam raios. E quanto mais batia mais os raios ganhavam forças e mais inimigos com eles abatia. Tantos foram os raios que todos os inimigos foram vencidos. Pela força do seu machado, mais uma vez Xangô saíra vencedor. Aos prisioneiros, os ministros de Xangô pediam os mesmo tratamento dado aos seus guerreiros, mutilação, atrocidades, destruição total. Com isso não concordou com Xangô.
– Não! O meu ódio não pode ultrapassar os limites da justiça, eram guerreiros cumprindo ordens, seus líderes é quem devem pagar!
E levantando novamente seu machado em direção ao céu, gerou uma série de raios, dirigindo-os todos, contra os líderes, destruindo-os completamente e em seguida libertou a todos os prisioneiros que fascinados pela maneira de agir de Xangô, passaram a segui-lo e fazer parte de seus exércitos.

Lenda de Oyá/Iansã

Senhora dos ventos e das tempestades, dona do raio, esposa principal de Xangô, dona das almas dos mortos (eguns). Seu dia é quarta-feira, usa roupa marrom escuro e vermelha e às vezes branca. O colar de seus filhos é de contas marrom escuro. Seu brado: Eparrei!

Lenda: Ogum pronto, numa caçada, para abater um imponente búfalo, percebe que de repente a pele do animal se abre de dentro sai a bela Oyá! Linda, ricamente vestida e cheia de ornamentos que valorizavam sua beleza e sensualidade. Ela dobrou a pele do búfalo e o escondeu num formigueiro, dirigindo-se para a cidade. Ogum a seguiu e completamente dominado pela sua beleza, propôs-lhe casamento, o que não foi aceito. Ogum, então voltou, pegou a pele no esconderijo e a guardou para si, voltando para a cidade. Quando Oyá, descobriu o roubo da pele, voltou a cidade e encontrando Ogum a sua espera, acusou-o, exigiu o que era seu e Ogum nada, fingia-se de tonto, não admitindo nada. Oyá percebeu que teria de render-se e aceitar as propostas de Ogum, se quisesse seus pertences de volta. Mas impôs-lhe três condições:
– Ninguém nunca poderia dizer-lhe diretamente que era um animal;
– Ninguém nunca poderia usar cascas de dendê para fazer fogo; e
– Ninguém nunca poderia rodar um pilão pelo chão da casa.
Ogum aceitou as condições e se casaram.
Isso porém desagradou as demais mulheres de Ogum que passaram a sentir ciúmes da bela Oyá. Ousadamente, após o nono filho de Oyá, e ainda sendo a preferida de Ogum, as demais mulheres resolveram tomar uma atitude.
Embriagaram Ogum com vinho de palma, e conseguiram que ele lhes contasse o segredo de Iansã.


Elas então acusaram-na de ser um animal e até lhes disseram onde estavam suas pele, chifres e cascos. Oyá fingiu que não era com ela, mas quando sozinha, correu até o lugar indicado e achou seus pertences. Vestiu-os e eles se ajustaram perfeitamente, retomou a força do animal e com raiva atacou as outras mulheres e as matou. Ela pretendia voltar para a floresta, mas seus filhos a chamavam de volta. Ela então pegou seus chifres e os deu a eles, dizendo-lhes que se algum dia dela precisassem, que os tocasse e ela surgiria para defendê-los.




Lenda de Oxum

É deusa das águas doces. É também a deusa do ouro, da fecundidade, do jogo de búzios e do amor. Veste amarelo, dourado, rosa e azul claro. Seu fio de contas é feito de contas de vidro amarelo claro ou escuro ou de louça amarelo claro, dependendo da qualidade. Dança com um espelho-leque na mão, o Abebê, e pode usar espada, quando é de qualidade guerreira. É a segunda (e a mais amada) esposa de Xangô. Seu dia é sábado. Saudamo-la assim: Ora Ieiê Ô!

Lenda: Oxum queria saber o segredo do jogo de búzios que pertencia a Exu e este não queria lhe revelar. Ela então procura na floresta as feiticeiras, chamadas YAMI OXORONGÁ. As feiticeiras perguntam a Oxum o que faz ali e ela lhes pede como enganar a Exu e conseguir o segredo do jogo de búzios. As feiticeiras a muito querendo pregar uma peça a Exu, ensinaram toda a sorte de magias a Oxum, mas exigiram que ela lhes fizesse uma oferenda a cada feitiço realizado. Oxum concordou e foi procurar Exu.


Ao chegar perto do reino de Exu, este desconfiado perguntou-lhe o que queria por ali, que ela deveria embora e que ele não a ensinaria nada. Ela então o desafia a descobrir o que tem entre os dedos. Exu se abaixa para ver melhor e ela sopra sobre seus olhos um pó mágico que ao cair nos olhos de Exu o cega e arde muito. Exu gritava de dor e dizia;


– Eu não enxergo nada, cadê meus búzios?
Oxum fingindo preocupação, respondia:
– Búzios? Quantos são eles?
– Dezesseis, respondeu Exu, esfregando os olhos.
– Ah! Achei um, é grande!
– É Okanran, me dê ele.
– Achei outro, é menorzinho!
– É Eta-Ogundá, passa pra cá…
E assim foi até que ela soube todos os segredos do jogo de búzios, Ifá o Orixá da adivinhação, pela coragem e inteligência da Oxum, resolveu-lhe dar também o poder do jogo e dividí-lo com Exu.


Lenda de Oxóssi

É um dos muitos deuses caçadores (Odés) na África. Rei da cidade de Keto. É protetor dos caçadores, dos chefes de família, e dos animais que vivem nas florestas. Seus filhos usam contas de louça azul turquesa, ou verde leitoso. Veste-se com estas cores e o vermelho. Dança segurando o Ofá, um adereço em forma de arco e flecha. É louvado às quintas-feiras. Okê Arô Oxóssi!

Lenda: Oxóssi, em uma de suas caçadas, teria sido enfeitiçado pelo seu irmão Ossãe, apesar dos avisos de sua mãe Yemanjá, para que tivesse cuidado. Oxóssi então afasta-se da família até que o encanto seja quebrado, quando volta, encontra Yemanjá ainda irritada pela atitude do filho em não tê-la ouvido. Oxóssi volta a floresta sob a influência de Ossãe o que faz com que Ogum se rebele contra a própria mãe. Oxóssi, aprendeu todos os segredos da mata com seu irmão Ossãe e é ele quem defende o acesso às plantas, dificultando a penetração no mato daqueles que não tem o preparo devido.


Outra lenda de Oxóssi, conta que numa de suas inúmeras caçadas, sem que tivesse consultado antes Ifá, encontrou uma cobra no mato – Oxumarê. Ela lhe diz que não pode ser morta por ele, pois não é um bicho de penas, ele pouco se importou com o aviso, e matou-a com a lança, cortando-a em diversos pedaços e levando para casa para ele mesmo preparar um guisado, com o qual se refestelou. No dia seguinte, Oxum, sua esposa, prevendo muitas catástrofes, por causa da quebra de tantos tabus, encontra Oxóssi, deitado no chão morto e rastros de cobra que iam em direção a floresta. Oxum chorou tanto e tão alto que Ifá, condoído pela sua dor, fez Odé, o caçador, renascer sob a forma divina de Oxóssi.


Lenda de Oxalá

É o orixá da criação e faz parte dos orixás denominados funfun, isto é, brancos, ou que se vestem de branco. Oxalá é o deus criador do homem e da cultura material. No Brasil tem o status de pai dos orixás e senhor supremo. Seu dia é sexta-feira, quando se costuma usar roupa branca para homenageá-lo. Suas contas são igualmente brancas, de louça, mas os filhos da qualidade Oxaguiã usam umas poucas contas azuis a cada seqüência de contas brancas. É saudado com o brado: Êpa Babá!

Lenda: Oxalá, estava morrendo de saudades de um de seus filhos, Xangô, que morava em terras longínquas. Antes porém de viajar, consultou Ifá, o Deus da Adivinhação, que desaconselhou a viagem. Mas ante a teimosia de Oxalá, determinou-lhe que durante a viagem, além de levar três mudas de roupas brancas, sabão e Ori, concordasse com tudo que as pessoas lhe pedissem sem jamais irritar-se.

Durante o caminho Oxalá encontrou com um Exu, o senhor do Azeite-de-dendê, que o saudou efusivamente e pediu um abraço. Oxalá cumprindo as determinações de Ifá, abraçou-o, e Exu que carregava um barril do azeite sobre as costas, ao abraçá-lo derramou todo o azeite por cima dele e foi-se rindo, satisfeito de sua brincadeira. Oxalá lembrando-se das determinações de Ifá, resignadamente, lavou-se com o sabão, passou Ori no corpo despachou a roupa suja e seguiu viajem. Mais adiante encontrou outro Exu, agora o dono do carvão, que também o saudou como o anterior e fez exatamente a mesma brincadeira, sujando-o de pó carvão retirando-se rindo também. Mas uma vez, Oxalá, se limpa, despacha a roupa suja, troca de roupa e segue a viagem, sem se aborrecer como Ifá determinara. Ao chegar ao reino de Xangô, viu um lindo cavalo branco, reconhecendo-o como um que em outras épocas havia dado de presente ao seu filho.
O cavalo também reconhecendo-o seguiu mansamente com ele. Nisso chegam os criados de Xangô, e ao verem Oxalá, sem o reconhecerem, e vendo-o levando o cavalo, toma-no por um ladrão, agridem-no e jogam-no numa masmorra. Lá ficou durante sete anos. Durante esse tempo, o reino de Xangô sofreu muitas desgraças, a colheita era ruim, o gado foi dizimado pela seca, as mulheres ficaram estéreis e as pessoas morriam de fome. Xangô, sem saber o que estava acontecendo, mandou chamar os mais afamados adivinhos, chegando a consultar o maior de todos os oráculos, Ifá! Este revelou-lhe que o acontecido era em virtude de ter em suas masmorras um inocente. Xangô manda vasculhar todas suas prisões, até chegar a Oxalá.
Levado o prisioneiro a frente do grande rei, este reconhece seu pai e imediatamente manda buscar água para lavá-lo. Todos se purificaram e vestiram-se de branco em seu respeito. Como Oxalá, mal podia andar, alquebrado pelos maus tratos e tempo em que ficou preso, Xangô deu-lhe Ayrá, que o carregou nas próprias costas, até o palácio de Oxaguian, seu outro filho, onde morava anteriormente.

Lenda de Ogum

É o deus do ferro, da guerra e da tecnologia. Patrono dos ferreiros, engenheiros e militares. Seu dia é terça feira, veste azul escuro ou verde e vermelho. Seus filhos usam contas de louça azul escuro ou verde com riscos azuis. Dança com espada e enrola-se em mariô (folha nova do dendezeiro desfiada), é saudado com o grito Ogunhê!

Lenda: Ogum, Oxossi e Exu eram irmãos e filhos de Yemanjá. Ogum era calmo, tranqüilo, pacato e caçador, ele é que provia a casa de alimentos, pois Exu gostava de sair no mundo e Oxóssi era contemplativo e descansado. Num belo dia, Ogum voltando de uma caçada, vê sua casa cercada por guerreiros de outras terras. Vendo sua casa em chamas e seus parentes gritando por socorro, tomou-se de uma ira incontrolável e sozinho derrotou todos os agressores, não deixando um só vivo. Dai em diante, Ogum iniciou seu irmão Oxóssi na caça e disse a sua mãe.
– Mãe, preciso ir, tenho de lutar, tenho de vencer, tenho de conquistar. Mas se em qualquer momento, qualquer um de vocês, estiver em perigo, pense em mim, que voltarei de qualquer lugar para defendê-los.


Assim partiu e tornou-se o maior guerreiro do mundo, vencia a todos os exércitos sem mesmo ter um exército, tornou-se assim a verdadeira força da vitória.




Lenda de Omolu/Obaluaê

De origem Jeje, é o deus da varíola, da peste, das doenças da pele e hoje em dia da Aids. Omolu e Obaluaê, são as manifestações velho e jovem de um mesmo Orixá, chamado Xapanã. Suas cores são o vermelho, o amarelo e o preto, que veste sob capuz de palha-da-costa enfeitado com búzios. Seus colares são também de búzios e contas de louça branca intercaladas com pretas ou, então, brancas intercaladas com pretas e vermelhas. Dança portando um instrumento denominado Xaxará, espécie de cetro. Homenageado às segundas feiras. Sua saudação é Atotô!

Lenda: Houve uma festa e todos os Orixás estavam presentes. Menos Omolu que ficara do lado de fora. Ogum pergunta por que o irmão não vem e Nanã responde que é por vergonha de suas feridas causadas pelas doenças. Ogum resolve ajudá-lo e o leva até a floresta onde tece para ele uma roupa de palha que lhe cobre o corpo todo. O filá! Mas a ajuda não dá muito certo, pois muitos viram o que Ogum fizera e continuavam a ter nojo de dançar com o jovem Orixá, menos Iansã, altiva e corajosa, dança com ele e com eles o vento de Iansã que levanta a palha e para espanto de todos, revela um homem lindo, sem defeito algum.
Todos os Orixás presentes, ficam estupefatos com aquela beleza, principalmente Oxum,que se enche de inveja, mas agora é tarde, Omolu, não quer mais dançar com ninguém.


Em recompensa pelo gesto de Iansã, Omolu dá a ela o poder de também reinar sobre os mortos. Mas daquele dia em diante, Omolu declarou que somente dançaria sozinho!

Lenda de Nanã

Dona da lama do fundo dos rios, a lama que moldou todos os homens. Mãe de Oxumarê e Omulu É o Orixá feminino mais velho do panteão, pelo que é altamente respeitada. Veste-se de branco e azul. Suas contas são de louça branca com riscos azuis. Traz na mão o Ibiri, seu cetro. Protege os enfermos desenganados e é patrona dos professores. Seu dia é a segunda-feira, e sua saudação é Saluba! Nanã proprietária de um cajado. A avó dos ORIXÁS também chamada de Nanã Buruku. É um VODUM da lama, dos pântanos. Tem também relações com a morte. Em certos mitos é considerada a esposa de OXALÁ e ainda mãe de OMULÚ e OXUMARÉ, orixás procedentes da mesma região que ela (DAOMÉ). Dizem os mitos que antes de criar o homem do barro, Oxalá tentou criá-lo de ar, de fogo, de água, pedra e madeira, mas em todos os casos havia dificuldades. O homem de ar esvanecia; não adquiria forma. O de fogo, consumia-se, o de pedra era inflexível e assim por diante. Foi então que Nanã se ofereceu a Oxalá, para que com ela criasse os homens, impondo, contudo, a condição de que quando estes morressem fossem devolvidos a ela. Sendo o barro, Nana está sempre no principio de tudo, relacionada ao aspecto da formação das questões humanas , de um indivíduo e sua essência. Ela é relacionada também , freqüentemente, aos abismos, tomando então o caráter do inconsciente, dos atavismos humanos. Nanã tanto pode trazer riquezas como miséria. Está relacionada, ainda, ao uso das cerâmicas, momento em que o homem começa a desenvolver cultura. Seja como for, Nanã é o princípio do ser humano físico. E assim é considerada a mais velha das iabás (orixás femininos).



Lenda de Yemanjá

É considerada a mãe dos orixás, é um dos orixás mais festejados no Brasil. Yemanjá veste branco e azul ou verde claro e as contas de seus filhos são de vidro verde claro transparente, ou azul claro. Seu dia é sábado. Sua saudação é Odô Iá!
Yemanjá estava perdida em seus pensamentos quando dela se aproxima seu filho Exu que lhe diz.
– Mãe por todos os caminhos que percorri pelo mundo tive todas as belezas que quis, mas nenhuma delas era tão bela como você!
– O que diz meu filho, não estou compreendendo!
– Estou lhe dizendo que és a mulher mais linda que já vi e voltei para possuí-la.
E dizendo isso atirou-se sobre Yemanjá, tentando violentá-la. Yemanjá não podia permitir que aquilo acontecesse e resistiu bravamente, lutou tanto que pela violência da luta, seus seios foram dilacerados. Enlouquecido e arrependido Exu, “caiu no mundo”, sumindo na linha do horizonte.
Diz-se que dos seios dilareçados de Yemanjá, saiam lágrimas profundamente tristes e tantas que se tornaram toda a água salgada do mundo, de onde se originaram todos os mares e oceanos.


Lendas dos Orixás

As lendas são fatos míticos contados sobre homens ou deuses. Todos os povos, em todas as épocas do mundo sentiram a necessidade de que seus deuses ou heróis fossem mais fortes, mais poderosos, mais felizes e mais próximos do povo, do que os dos povos vizinhos ou mesmo dos inimigos. Com os Orixás não foi diferente. Histórias lindas e maravilhosas definem os fundamentos e a vida humanizada dos Orixás. O Orixá é considerado um antepassado espiritual. Cada um de nós tem um Orixá, um pai que rege nossa cabeça e nossa vida e alcançaram a divindade através de atos extraordinários que praticaram, passando a manifestarem-se como forças da natureza.

http://www.lunaeamigos.com.br/africa/africa15.htm

Ibejis

Ìbejì ou Ìgbejì – é divindade gêmea da vida, protetor dos gêmeos (twins) na Mitologia Yoruba, identificado no jogo do merindilogun pelos odu ejioko e iká.
Dá-se o nome de Taiwo ao Primeiro gêmeo gerado e o de Kehinde ao último. Os Yorùbá acreditam que era Kehinde quem mandava Taiwo supervisionar o mundo, donde a hipótese de ser aquele o irmão mais velho.

Cada gêmeo é representado por uma imagem. Os Yorùbá colocam alimentos sobre suas imagens para invocar a benevolência de Ìbejì. Os pais de gêmeos costumam fazer sacrifícios a cada oito dias em sua honra.
O animal tradicionalmente associado a Ìbejì é o macaco colobo, um cercopiteco endêmico nas florestas da África subsariana. A espécie em questão é o colobus polykomos, ou “colobo real”, que é acompanhado de uma grande mística entre os povos africanos. Eles possuem coloração preta, com detalhes brancos, e pelas manhãs eles ficam acordados em silêncio no alto das árvores, como se estivessem em oração ou contemplação, daí eles serem considerados por vários povos como mensageiros dos deuses, ou tendo a habilidade de escutar os deuses.
 O colobo é chamado em Yorùbá de edun oròòkun, e seus filhotes são considerados a reencarnação dos gêmeos que morrem, cujos espíritos são encontrados vagando na floresta e resgatado pelas mães colobos pelo seu comportamento peculiar.
Na África , as crianças representam a certeza da continuidade, por isso os pais consideram seus filhos sua maior riqueza.

A palavra Igbeji que dizer gêmeos. Forma-se a partir de duas entidades distintas que coo-existem, respeitando o princípio básico da dualidade.

Entre as divindades africanas, Igbeji é o que indica a contradição, os opostos que caminham juntos, a dualidade. Igbeji mostra que todas as coisas, em todas as circunstâncias, têm dois lados e que a justiça só pode ser feita se as duas medidas forem pesadas, se os dois lados forem ouvidos.
Na África, O Igbeji é indispensável em todos os cultos. Merece o mesmo respeito dispensado a qualquer Orixá, pois o que um orixá faz Igbeji pode desfazer, mas o que um Igbeji faz nenhum outro orixá desfaz.

Principais orixás

Na mitologia iorubá, Olodumare também chamado de Olorun é o Deus supremo do povo Yoruba, que criou as divindades, chamadas de orixás no Brasil e irunmole na Nigéria, para representar todos os seus domínios aqui na terra, mas não são considerados deuses, são considerados ancestrais divinizados após à morte.
Orixás
  • Exu, orixá guardião dos templos, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos.
  • Ogum, orixá do ferro, guerra, e tecnologia.
  • Oxóssi, orixá da caça e da fartura.
  • Logunedé, orixá jovem da caça e da pesca
  • Xangô, orixá do fogo e trovão, protetor da justiça.
  • Ayrà, usa cores brancas, tem profundas ligações com Oxalá.
  • Xapanã (Obaluaiyê/Omolu), Orixá das doenças epidérmicas e pragas.
  • Oxumarê, orixá da chuva e do arco-íris.
  • Ossaim, orixá das ervas medicinais e seus segredos curativos.
  • Oyá ou Iansã, orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestade, e do Rio Niger
  • Oxum, orixá feminino dos rios, do ouro e amor.
  • Iemanjá ou Yemanjá, orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade, mãe de todos os Orixás de origem yorubana.
  • Nanã, orixá feminino das águas das chuvas, dos pântanos e da morte, mãe de Obaluaiyê, Iroko, Oxumarê e Ewá, orixás de origem daomeana.
  • Yewá, orixá feminino do rio Yewa, senhora da vidência, a virgem caçadora.
  • Obá, orixá feminino do rio Oba, uma das esposas de Xangô juntamente com Oxum e Iansã.
  • Axabó, orixá feminino da família de Xangô
  • Ibeji, orixás gêmeos
  • Iroko, orixá da árvore sagrada (conhecida como gameleira branca no Brasil).
  • Egungun, ancestral cultuado após a morte em Casas separadas dos Orixás.
  • Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna.
  • Onilé, orixá relacionado ao culto da terra.
  • OrixaNlá (Oxalá) ou Obatalá, o mais respeitado Orixá, Pai de todos os Orixás e dos seres humanos.
  • Ifá ou Orunmila-Ifa, orixá da Adivinhação e do destino.
  • Odudua, orixá também tido como criador do mundo, pai de Oranian e dos yoruba.
  • Oranian, orixá filho mais novo de Odudua.
  • Baiani, orixá também chamado Dadá Ajaká.
  • Olokun, orixá divindade do mar.
  • Olossá, orixá dos lagos e lagoas
  • Oxalufon, orixá velho e sábio.
  • Oxaguian, orixá jovem e guerreiro.
  • Orixá Oko, orixá da agricultura.



Mito da criação

Na mitologia iorubá o deus supremo é Olorun, chamado também de Olodumare. Não aceita oferendas, pois tudo o que existe e pode ser ofertado já lhe pertence, na qualidade de criador de tudo o que existe, em todos os nove espaços do Orun.
Olorum criou o mundo, todas as águas e terras e todos os filhos das águas e do seio das terras. Criou plantas e animais de todas as cores e tamanhos. Até que ordenou que Oxalá criasse o homem.
Oxalá criou o homem a partir do ferro e depois da madeira, mas ambos eram rígidos demais. Criou o homem de pedra – era muito frio. Tentou a água, mas o ser não tomava forma definida. Tentou o fogo, mas a criatura se consumiu no próprio fogo. Fez um ser de ar que depois de pronto retornou ao que era, apenas ar. Tentou, ainda, o azeite e o vinho sem êxito.
Triste pelas suas tentativas infecundas, Oxalá sentou-se à beira do rio, de onde Nanã emergiu indagando-o sobre a sua preocupação. Oxalá fala sobre o seu insucesso. Nanã mergulha e retorna da profundeza do rio e lhe entrega lama. Mergulha novamente e lhe traz mais lama. Oxalá, então, cria o homem e percebe que ele é flexível, capaz de mover os olhos, os braços, as pernas e, então, sopra-lhe a vida.

Religiosidade Africana

A  religiosidade africana reconhece a existência do Deus da Criação, mas não define o deus.
Os povos afirmam que Deus é invisível, que é uma outra maneira de afirmar que não conhece o deus em nenhuma forma física. Subseqüentemente, em nenhuma parte da África nós encontramos as imagens ou as representações físicas desse deus, criador do universo..
No geral, os povos africanos consideram que o universo, está divido em duas porções: o visível e o invisível. Os seres humanos vivem no nível visível, o deus e os seres espirituais vivem no nível invisível. Há uma ligação entre os dois mundos. O deus e os seres espirituais que fazem sua presença no nível físico; e as pessoas se projetam para o nível espiritual através de deus e os divinizados. O religiosidade africana é muito sensível na questão sobre a dimensão espiritual.
Os seres espirituais explicam o “espaço antológico” entre seres humanos e Deus. Estes podem ser reconhecidos de formas diferentes, de que principais são: os divinizados e espíritos. Os divinizados foram criados por Deus, e alguns são também personificados de fenômenos e de objetos naturais principais tais como montanhas, lagos, rios, terremotos, trovão, etc.. Os espíritos podem ser considerados em duas categorias: divinos celestiais (céu) e do mundo. Os espíritos “divinos” são aqueles associados com os fenômenos e os objetos “divinos” tais como o sol, as estrelas, cometas, chuva e tempestades. E os “da terra” são em parte aqueles associados com os fenômenos e os objetos da terra, e em parte aqueles que são das pessoas após a morte (Egungun).
Um Deus, que é criador de tudo”.
Naturalmente nós não podemos dizer como ele é. Mas os povos africanos não reconhecem nenhum outro ser da mesma natureza ou o outro igual como se haveria, mais de um deus, seria deus de qualquer outra coisa, outro ser, é menos do que o deus e não pode ser chamado Deus Africano, pois a religiosidade não entende a idéia que:
Não poderia ser mais de um deus que fez os homens e a terra, que criou o céu e as montanhas, as águas e a luz, as estrelas e a lua, que ainda cria bebês.. Em todo o argumento, o ato da criação, por exemplo, é atribuído ao um deus no singular, o “Deus da Criação”
A religiosidade africana tem muito para dizer sobre Deus. O monoteísmo africano focaliza Deus como sendo o criador e toda a sustentação eterna de todas as coisas.
A opinião na existência de outros seres espirituais além de Deus é difundida. Foram criados por Deus e são sujeitos a Deus. Podem ser considerados em duas categorias: aqueles associaram com a natureza e as aquelas que são restos de seres humanos após a morte. Os espíritos da natureza são personificações de objetos e de fenômenos celestes ou da terra: as estrelas, o sol, trovão, chuva e tempestades, montanhas, terremotos, lagos, cachoeiras, e cavernas. Nós indicamos que a morte não aniquila as pessoas. Simplesmente, após a morte, as pessoas vêem em forma de espíritos e continuam a viver no mundo  em uma vida paralela onde se relacionam, em especial aos membros de sua família que onde são citados ainda pelo nome. Alguns desses espíritos são envolvidos na divinização.

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Tabela comparativa dos deuses da mitologia

Tabela Comparativa: Deuses Greco-Romanos e Africanos
Nome Romano
Nome Grego
 Nome Africano
Autoridade
Júpiter
Zeus
Oxalá
Deidade Principal
Netuno
Possêidon
Olokun
Mar, Água
Marte
Ares
Ogum
Guerra
Apolo
Apolo
Ifá
Sol, Profecia
Vulcano
Hefesto
Ogum
Trabalho do Metal
Mercúrio
Hermes
Comunicação, Comércio
Juno
Hera
Yemanjá
Rainha dos Deuses
Minerva
Atena
Ciência, Habilidades Manuais
Vênus
Afrodite
Oxum
Amor
Vesta
Héstia
Xangô
Fogo
Ceres
Deméter
Oko
Agricultura

Mitologia Africana

A mitologia africana, mais tarde tornou-se mitologia afro-brasileira. A mais conhecida é de Yoruba, onde se encontra a gênese de religiões como a Santeria, Cantimbó, Omulukó, Candomblé ( e suas vertentes), Umbanda ( e suas vertentes), Quimbanda e muitas mais… O que a todas é comum é o culto pelos orixás, oque diverge entre elas é a maneira de fazer esse culto. Aqui estão, alguns dos seus orixás: * Exu, Orixá- guardião dos templos, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos. * Ogum, Orixá do ferro, guerra, e tecnologia. * Oxóssi, Orixá da caça e da fartura. * Logunedé, Orixá jovem da caça e da pesca * Xangô, Orixá do fogo e trovão, protetor da justiça. * Xapanã (Obaluaiyê/Omolu), Orixá das doenças epidérmicas e pragas. * Oxumarê, Orixá da chuva e do arco-íris. * Ossaim, Orixá das ervas medicinais e seus segredos curativos. * Oyá ou Iansã, Orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestade, e do Rio Niger * Oxum, Orixá feminino dos rios, do ouro e amor. * Iemanjá ou Yemanjá, Orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade, mãe de todos os Orixás de origem yorubana. * Nanã, Orixá feminino dos pântanos e da morte, mãe de Obaluaiyê, Iroko, Oxumarê e Ewá, orixás de origem daomeana. * Yewá, Orixá feminino do Rio Yewa, senhora da vidência, a virgem caçadora. * Obá, Orixá feminino do Rio Oba, uma das esposas de Xangô juntamente com Oxum e Iansã. * Axabó, Orixá feminino da família de Xangô * Ibeji, Orixás gêmeos * Iroko, Orixá da árvore sagrada, (gameleira branca no Brasil). * Egungun, Ancestral cultuado após a morte em Casas separadas dos Orixás. * Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna. * Onilé, Orixá relacionado ao culto da terra. * OrixaNlá (Oxalá) ou Obatalá, o mais respeitado, o pai de quase todos orixás, criador do mundo e dos corpos humanos * Ifá ou Orunmila-Ifa, Ifá é o porta-voz de Orunmila, Orixá da Adivinhação e do destino. * Odudua, Orixá também tido como criador do mundo, pai de Oranian e dos yoruba. * Oranian, Orixá filho mais novo de Odudua. * Baiani, Orixá também chamado Dadá Ajaká. * Olokun, Orixá divindade do mar. * Olossa, Orixá divindade das lagoas. * Oxalufon, Orixá velho e sábio. * Oxaguian, Orixá jovem e guerreiro. * Orixá Oko, Orixá da agricultura.

Resumo do Livro   por:NikiNikiYeah     Autor : NikiNikiYeah

Orixás, religião ou mitologia?

O que é Mitologia
Na Antigüidade o Ser Humano não conseguia explicar a Natureza e os fenômenos naturais (e parece-me que ainda hoje não compreende nem consegue explicá-los da mesma forma). Então, dava nomes ao que não podia explicar e passava a considerar os fenômenos como “deuses”. O trovão inspirava um deus, a chuva outro. O céu era um deus pai e a terra, uma deusa mãe e os demais seres, seus filhos. Criava, a partir do Inconsciente, histórias e aventuras que explicavam de forma poética e profunda o mundo que o rodeava. Estas “histórias divinas” eram passadas de geração para geração e adquiriam um aspecto religioso, tornando-se mitos ao assumirem um caráter atemporal e eterno, por dizerem respeito aos conflitos e anseios de qualquer Ser Humano de qualquer tempo ou local. Estes núcleos arquitípicos mitológicos recebem o nome de “mitologemas”. A um conjunto de mitologemas de mesma origem histórica, dá-se o nome de “mitologia”. Aos mitos se uniam ritos que renovavam os chamados “mistérios”. O rito torna ato (atualizam) um mito que se faz representar (atuar) em seu simbolismo encarnado nos “mistérios”. Ao conjunto de ritos e símbolos que cercam um mitologema dá-se o nome de “ritual”. Ao conjunto de rituais e mitos com origem histórica comum dá-se o nome de “religião”. À religião sempre se unem preceitos ético-morais chamados “doutrinas religiosas”, compostas por proibições a (“tabus”) e ídolos (‘totens”). Assim nasceram os deuses.
Todos os povos da terra, seja em localização no tempo e no espaço, todos sempre tiveram uma religião, composta de diversos ritos e mitos. Parece que a religião é uma necessidade imperiosa do Ser Humano.
Existe uma espécie de preconceito generalizado contra os pensamentos não-científicos, especialmente contra os métodos filosóficos especulativos e o pensamento mítico.Porém, o estudo da Mitologia não pode ser visto com um interesse meramente histórico. A Mitologia Grega, por exemplo, é a base do pensamento ocidental e guarda em si a chave para o entendimento de nosso mundo, de nossa mente analítica e de nossa psicologia. Ao se comparar a Mitologia Grega com as demais mitologias (africanas, indígenas, pré-colombianas, orientais, etc) descobre-se que há entre todas elas um denominador comum. Algumas vezes estaremos frente aos exatos mesmos deuses, apenas com nomes diferentes, sem que exista nenhuma relação histórica entre eles. Este material comum a todas as mitologias foi descoberto pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung e foi por ele denominado de “Inconsciente Coletivo”. O estudo deste material revela-nos a mente humana e seus meandros multifacetados. Como foi dito, os mitos são atemporais e eternos e estão presentes na vida de cada Ser Humano, não importa em que tempo ou em que local.

Referência: www.beautyonline.com.br/bernardodegregorio/index.htm